Seo Book?

seo book Ano novo, vida nova! O chavão está mais que gasto mas nem por isso deixamos de propor a nós próprios atingir determinadas metas a cada ano que passa: mudar de emprego; perder peso; aprender SEO.

Os leitores deste blog já terão ouvido falar no Seo Book de Aaron Wall e, se ainda não o fizeram, interrogar-se-ão se vale a pena investir 50 e poucos euro no ebook.
A minha resposta é: depende. Depende do valor que atribui ao seu tempo, ao dinheiro e aos conhecimentos que poderá extrair do livro.

SethG on seobook

No meu caso, adiei a decisão por mais de um ano e quando o comprei já conhecia mais de 90% dos ensinamentos de SEO no livro. Achei o trabalho de edição nos primeiros capítulos bastante fraco e fiquei desapontado com a pouca atenção dada a estratégias avançadas de SEO. Contudo, dou os 60 euros por muito bem empregues (o seobook custa 79 usd; na altura em que o comprei o dólar ainda valia dinheiro.)

Mais importante do que os 10% que me faltava saber, foi o confirmar do que já sabia que meu deu confiança nas minhas capacidades e me ajudou a crivar o trigo do joio no manancial de informação que todos os dias me chega ao bloglines. Foi também uma importante lição sobre o custo de oportunidade: se tivesse comprado o ebook em 2005 teria poupado centenas de horas às voltas de informação controversa e especulativa em fóruns e blogs, publicada por fontes pouco recomendáveis.

Quem é Aaron Wall

Os leitores habituais deste blog talvez reconheçam o seu nome como um dos mais citados por estes lados, frequentemente citado apenas pelo nome próprio. Os mais atentos reconhecerão o seu blog como o segundo elance da secção editorial do blogroll do MB, depois de um tal de Seth.
Aaron Wall é um dos bloggers mais respeitados no nicho do SEO e publica frequentemente entradas com profundidade e visão estratégica que vão muito para lá do SEO (e que por vezes requerem várias leituras). Se tivesse que eleger um blog de SEO seria o seu (para iniciados recomendo o Seomoz).

Aaron é também webmaster e um consultor com anos de experiência, que chega a cobrar 500 dólares por cada hora do seu trabalho e se permite escolher os seus clientes.

O SeoBook

O SEO BOOK é um ebook, ou seja, se gosta de ler em papel, terá de o imprimir. A principal vantagem deste formato é a constante actualização: o livro é actualizado pelo menos uma vez por ano e numa área tão dinâmica como o SEO este é um atributo fundamental. O reverso da medalha é a edição: nalguns dos capítulos, mais sujeitos ao desgaste do tempo, é notória a presença de sucessivas correcções e adições ao documento original.

Regra geral, as mais de 300 páginas do livro lêem-se bem: o estilo do autor é acessível e directo. O autor apresenta-se como uma pessoa aberta e generosa e, sem o conhecer pessoalmente, essa impressão é confirmada pela leitura do seu blog e por uma breve troca de emails.

O livro aborda as os aspectos básicos do SEO e poderá ajudá-lo a compreender os mecanismos dos motores de busca, os elementos que estes valorizam e quais as fórmulas que funcionam neste momento para colocar sites nos primeiros lugares dos resultados no Google e outros motores de busca.

O livro é um excelente recurso para quem só agora se inicia nesta área ou tem apenas conhecimentos razoáveis de SEO e os pretende aprofundar. Praticantes mais avançados também não fariam mal em rever alguns dos capítulos dedicados ao SEO.

Se está interessado em aprender SEO e ainda assim 53 euros lhe parece muito, considere abrir caminho pela selva de blogs e fóruns dedicados a discutir SEO e a fazer sentido das informações, muitas vezes contraditórias entre si, não raras vezes desactualizadas e pouco fundamentadas. Talvez depois aprecie devidamente a informação devidamente organizada e actual, vinda de alguém que, reconhecidamente, percebe como poucos do seu ofício.

Comprar o livro

Se dá valor ao seu tempo o melhor é visitar ainda hoje o site de Aaron e conhecer um pouco mais do livro e que outras vantagens oferece: A página do livro é esta, mas se esta crítica de alguma forma contribuiu para a sua decisão vá antes por aqui (é um link afiliado, ou seja se comprar através desse link eu receberei uma pequena comissão. Em qualquer dos casos o preço final será sempre o mesmo, ou seja 79 USD).

É importante notar que no caso de não estar inteiramente satisfeito com o ebook tem até 90 dias para cancelar a sua compra. Será reembolsado na íntegra e sem ter de responder a quaisquer perguntas.

Usar o google para encontrar música

[Act: Criei um motor de busca para MP3 com o qual pode executar as pesquisas sugeridas no artigo]

Procurar ficheiros de música nos motores de busca é uma das alternativas ao uso das redes de p2p. O contínuo lançamento de motores de busca para verticais também se fez sentir neste nicho e existe já uma ampla oferta de motores de busca para encontrar música. O que a maior parte dos utilizadores não sabe é que o Google pode ser tão ou mais efectivo na pesquisa como qualquer outro. Só é preciso saber utilizar adequadamente os parâmetros.

Como se explica no vídeo que se segue, há um velho truque que consiste em procurar pelas páginas de indíce, as quais normalmente listam os ficheiros alojados na directoria : intitle:”index of”.
Quem procura música pretende normalmente encontrar ficheiros mp3, mp4 ou avi pelo que deve adicionar à sua busca (mp3|mp4|avi).
Finalmente o nome da música que procuramos, ex. “paranoid android” dos Radiohead. O truque aqui está em colocar um ponto a separar as palavras paranoid.android

Utilizando as restantes sugestões do autor do vídeo chegamos a uma query como: intitle:”index of” (mp3|mp4|avi) paranoid.android -html -htm -pdf -asp -php -cf -jsp, a qual podem verificar aqui. O melhor mesmo é ver o vídeo, inclui ainda uma excelente sugestão para os utilizadores do Firefox.

[Act: a mesma busca pode ser executada através do motor de busca para encontrar música no Google: http://musica.marketingdebusca.com/]

(dica do Codedmind por email.)

Como submeter o seu site a directórios

Os directórios de sites web são uma ferramenta importante quando se trata de optimizar sites para motores de busca. Por um lado alguns destes contribuem com links válidos para os motores de busca. Por outro lado são também uma forma de conseguir tráfego, seja pela importância que os motores de busca lhes conferem ou por se estabelecerem como fonte de autoridade num ou vários nichos (particularmente em b2b).

Para sites pequenos, a submissão a directórios reveste-se de especial importância, uma vez que não têm normalmente acesso aos mesmos recursos que blogs e sites de maior presença online. Submeter sites em directórios consome tempo e não é tão simples quanto possa parecer: a experiência de gerir o directório e observar as submissões de alguns webmasters demonstrou-me que muitos webmasters preferem atalhar o caminho.

Para ajudar webmasters preparei 10 dicas para submeter correctamente os seus sites a directórios:

1. Ler atentamente as condições para submissão ao directório.
Deveria ser evidente mas é frequentemente ignorada. Não só lhe pode poupar tempo e trabalho como o poderá ajudar a perceber que tipo de submissões serão aprovadas.

2. Edite cuidadosamente a descrição do site.
Eu sei que isto é cliché, mas poucos donos de directoria estão interessados em descrições de uma linha só. Duas frases, bem articuladas, são suficiente para apresentar o seu site, utilizar as principais palavras chave do seu site e dar uma ideia da sua actividade.
– Use um corrector ortográfico.
– Utilize keywords no texto de forma natural, nunca em lista (sim, há quem submeta dezenas delas separadas por vírgulas).

3. Utilize uma descrição diferente para cada directoria.
Variar as descrições é uma enorme vantagem quando se trate de capturar visitantes pelos directórios, permite colocar os diversos directórios a trabalhar para diferentes buscas, em vez de “competirem” pelo mesmo peixe.
Alguns gestores procuram no Google, para ver se encontram o mesmo texto noutros directórios – e se o encontram podem apagar a submissão (bem, há pelo menos um que o faz…)

4. Utilize um bom título para descrever o seu site com a sua principal keyword.
A selecção de um titulo apropriado é trabalho de base que deve ser feito primariamente no (seu) site. Todavia, no site sempre se pode alterar os títulos posteriormente. Em muitos directórios não.

Com pouco mais de um mês de actividade alguns sites submetidos ao directório levam já dezenas de visitas enquanto outros só por acaso terão tido benefício.

5. Não espere muito das directorias para “optimização para o google”.
Já aqui expliquei porque se deve evitar as submissões automáticas, desta vez sugiro que não deposite grandes esperanças naquelas que oferecem como benefício único o “link” para os motores de busca.
Recentemente o Google enviou um sinal bastante forte ao penalizar algumas dezenas dos principais directórios que, alegadamente, serviam apenas para SEO.
Não deve haver mal em submeter a estes directórios, particularmente se forem gratuitos. Este tipo de sites tem normalmente em comum dois atributos:
– não existe revisão por humanos (aceitam quase tudo)
– promovem a optimização como benefício quase exclusivo.

6. Submeta na categoria que melhor representa o seu site
Quando lhe for pedido que identifique e submita na(s) categoria apropriada para o seu site, seja exaustivo na sua procura.O seu site poderá simplesmente ser recusado se for cadastrado na categoria errada, ou ser negligenciado por visitantes que usam páginas do directório na sua pesquisa de bens e serviços.
Se tiver dúvidas veja qual a categoria que lista sites similares ao seu.

7. Esteja em cima da concorrência.
Procure os directórios onde se encontram os seus competidores e submita também o seu site.
Os directórios revestem-se de especial importância nos sites de B2B (vendas para empresas), que oferecem listas exaustivas de resultados pré-seleccionados e cuja selecção imperfeita poderá satisfazer a maior parte dos compradores.

8. Submeta o site a directórios brasileiros.
O site poderá ser do interesse para visitantes do Brasil? Os sites portugueses têm fraca visibilidade no Brasil ( e vice versa).
Procure por “cadastrar site” para encontrar directórios brasileiros.

9. Não se esqueça de incluir a cidade/localidade, se for relevante.
O seu site tem um âmbito local? A ausência deste tipo de informação pode desmotivar os visitantes a clicar para visitar o site. Incluir a localização garante ainda melhor posicionamento em buscas locais.

10. Utilize o endereço correcto do seu site.
Utilize o endereço com www ou sem “www” – sempre e apenas um deles. Nunca adicione extensões de índices como index.html (por exemplo www.site.com/index.html).

Siga estas 10 dicas, dedique algum do seu tempo a trabalhar as submissões e provavelmente obterá retorno. Se estiver inseguro sobre o que submeter aguarda algum tempo antes de submeter.

Submeter sites aos motores de busca

Uma das perguntas mais frequentes que encontro em sites e fóruns sobre motores de busca é como adicionar o site ao google. Existem várias formas, umas mais rápidas e eficientes que outras que outras. Convém evitar a submissão automática.
Apresento de seguida três opções para submeter aos motores de busca que podem ser utilizadas individualmente ou em conjunto.

1.Submissão directa aos motores de busca

Submeter url ao Google: http://www.google.com/addurl/
Assim que o Google indexar páginas do site, estas poderão ser encontradas também pelo Sapo, Aeiou e Clix, que usam a busca do google.

Submeter url ao Yahoo: http://search.yahoo.com/info/submit.html
O serviço gratuito é o primeiro na lista, requer conta no yahoo.

Submeter site ao Live / Msn: http://search.msn.com.sg/docs/submit.aspx

Depois de submeter deve aguardar alguns dias, ou mais provavelmente, algumas semanas, não submeta de novo. Os motores de busca procuram agilizar o processo mas ainda não está próximo o dia em que haja garantia de ter páginas de um site indexadas numa semana ou menos.

2. Linkar o site num site já indexado

Este é normalmente um processo mais rápido que o anterior. Se tem um site indexado tem a tarefa facilitada – basta criar um link para o segundo site e os motores de busca vão-no provavelmente descobrir da próxima vez que os seus robots visitarem o site. A indexação será tanto mais rápida quanto mais frequentemente os robots dos motores de busca visitarem o site.

Se não tem um site pode pedir a um amigo que tenha site pessoal que o adicione à sua página de links, mais não seja temporariamente. Se tem uma conta num fórum adicione o seu site à assinatura, se bem que a eficácia dependa do fórum. Em caso algum abra uma conta ou publique uma mensagem como pretexto para publicar o seu link. Comentários em blogs também não são grande ajuda, a maioria barra a passagem aos robots nos links dos comentários.

3. Submeter o site a um directório de confiança

Aqui a tarefa consiste em saber se o directório exercem controlo editorial – sendo por isso apreciados pelos motores de busca, e se publica novas páginas rapidamente. Os que preenchem a primeira condição (ex: Sapo, yahoo, Dmoz) são bastante lentos a indexar os sites que são submetidos gratuitamente.

Foi para isso que eu criei o [auto-promoção] Directório dos Motores de Busca [/autopromoção].

O seu blog trata os leitores como turistas?

Todos conhecem cidades em que dois ou mais espaços similares, separados apenas por algumas centenas de metros, praticam preços diametralmente opostos. Isto acontece sobretudo nos locais onde a procura turística é mais elevada. O leitor provavelmente reconhecerá nos atributos que se seguem as armadilhas para turistas da sua localidade: preços altos, evitado pelos locais, localizado junto ao percurso esperado dos turistas.

pageviewAlguns blogs e sites fazem o mesmo com os seus visitantes. Enchem o site com anúncios, forçam aqueles que pretendem alguma informação a cliques desnecessários, dedicam quase toda a atenção aos motores de busca e ignoram a clientela habitual, na busca interminável por mais pageviews. Para alguns esse é um modo de estar aceitável, para a maioria é uma forma de afastar os leitores e alienar novos interessados.

E muito fácil cair em tentação, faz-se uma entrada sobre um fenómeno como o btuga ou o assunto do momento, o contador dispara e já não se quer outra coisa. É o erro inverso ao que praticam a maioria dos bloggers: não sabem como utilizar os motores de busca para gerar tráfego. Daí que seja natural que mal aprendam sejam vítimas de uma pequena overdose. O tráfego pode ter este efeito viciante.

Seria imprudente encerrar esta série sem antes enumerar alguns dos erros mais frequentes de quem se inicia na optimização e toma o contador de visitas por guia:

- Escrever para o Google e ignorar os leitores. É possível conciliar os dois mas isso requer trabalho e algum engenho, algo a que nem todos estão dispostos. Para a maioria, o segredo está em trabalhar as entradas que podem render visitas nos engenhos, e ignorá-los na preparação das restantes.

- Abordar demasiados temas desconexos para ir buscar tráfego aos motores de busca. Num blog pessoal é perfeitamente natural e tolerável que o autor escreva por vezes sobre temas que não são do domínio do blog, mas quando se recorre ao expediente com frequência os leitores percebem a mensagem.

- Abuso dos links internos. Há cada vez mais blogs que em vez de ligar directamente fontes externas recorrem ao expediente de ligar páginas internas sobre a pessoa ou empresa para manter o visitante e optimizar o site. É algo que se encontra frequentemente nos sites dos media, e estes têm razões para isso: porque podem e porque sempre o fizeram.
Interrogo-me se por vezes não caio também em tentação.

- Ausência de créditos, seja por medo de perder o leitor ou para parecer mais inteligente. Um via ou fonte fica sempre bem, e é respeitado pelos outros bloggers.

- Anúncios por todo o lado, de todas as formas e feitios e quanto mais inesperados melhor. Alguns vão ao ponto de obrigar os leitores a ginástica mental para seguir o texto. Não é grande coisa para conquistra leitores mas aposto que as unidades de anúncios convertem razoavelmente.

- Feed parcial (olha, um link interno!) O feed é cada vez mais o ponto de contacto entre o blog e os seus leitores regulares. Que melhor sinal do que um feed parcial para indicar aos regulares “se querem mais vão ter que pagar” (dispender tempo.)

Conseguem lembram-se de mais algum? Creio serem estes os principais.

Tal como muitas empresas já aprenderam a conciliar os dois grupos e a servi-los de forma diferente também os blogs podem aprender a aproveitar as benesses dos sapos e dos googles para fazer crescer a sua audiência, influência, contador de visitas e porque não, a receita.

Optimização de sites off-site para blogs

A optimização fora do site consiste em ter o blog referenciado noutros espaços como o sejam blogs, directórios, sites em geral – condição quase necessária para conseguir a atenção dos internautas. Pode ser feita de duas formas: por auto-submissão ou por promoção. Quando opino que a optimização fora do site (off site) está sobrevalorizada é à primeira forma que me refiro. Não pretendo com isso diminuí-la, apenas entendo que muitos bloggers lhe prestam demasiada atenção para os benefícios que daí poderão colher.

Directórios

Exemplo, os directórios. É muito boa ideia submeter os blogs aos directórios gratuitos do sapo, dmoz e blogblogs (Brasil) e pingar o technorati e o google blogsearch – as plataformas de blogs que conheço já o fazem automaticamente, mas convém verificar. Para além destes serviços existe uma centena de serviços, na sua esmagadora maioria em inglês, totalmente irrelevantes. Estes serviços desenham muitas vezes as suas páginas para distrair o visitante do seu intento original.

Um desses serviços, em português, que parece ser bastante popular a julgar pela quantidade de botões que vejo em blogs geeks, é o blog.com.pt. Este serviço é aquilo a que eu chamo de parasita do google, lista o blog e nem sequer um link dá (faz um redireccionamento temporário). Outro serviço que não é do meu agrado é o blogaqui. A ideia é bastante boa mas é para mim inaceitável o uso de frames para apresentar os blogs.

Para os mais empenhados na optimização do site, este tipo de serviços podem ser utilizados de uma forma inteligente: uso de palavras chave relacionadas para apresentar o blog, ie diferentes do título em si mas com o mesmo significado ou aproximado. Por exemplo, se eu um dia listar este blog nesses serviços poderei apresentá-lo como “marketing nos motores de busca”.

A web social

Disponibilizar ferramentas de bookmarking social, permitir que os visitantes guardem as entradas do blog no seu serviço favorito. Por exemplo, através do uso do plugin que localizei para Portugal ou da incorporação de alguns dos ícones e ligações no template que facilitem o uso do mesmo.

Alguns blogs publicam tags do technorati, conjuntamente com os seus artigos. As opiniões dividem-se sobre a sua utilidade e embora não tenha opinião formada, de uma coisa estou certo: é um excelente negócio para o Technorati pelos links que continuamente recebe. Se as vão utilizar sugiro que as incluam apenas em página de entrada e em localização discreta, e nunca na página principal. A não ser claro que queiram realmente sugerir aos vossos utilizadores a visita ao site.

Trackbacks

Trackbacks são, por assim dizer, comentários enviados a partir de blogs. Se eu comento uma história [entrada] de outro blog neste blog, envio um trackback para esse blog de forma a que o seu autor e os seus visitantes saibam que eu comentei a história. Diria que um blog que aceita e dá visibilidade aos trackbacks terá maior possibilidades de receber links, uma vez que oferece algo em troca. Contudo, apenas uma minoria dos blogs portugueses aceita trackbacks, o que se espera que mude em breve.

Comentários e links

Não é nada de novo, embora muitos bloggers ignorem que os comentários devem acrescentar valor à discussão. Há cada vez menos paciência para comentários “visita o meu blog” ou que se limitam a repetir banalidades. Mas experimentem deixar um comentário inteligente e bem formado e terão a minha atenção por alguns minutos. Possivelmente a de alguns leitores. Mais não prometo.
Outra forma testada e provada de obter a atenção de bloggers mais influentes, é incluir os bloggers no bloggroll, embora seja cada vez menos efectiva à medida que os bloggers vão recebendo mais links.

Finalmente, o feed: já quase todos os blogs disponibilizam feed RSS, embora nem todos percebam a importância de oferecer feed completo. Coloque o botão/link para subscrever o feed em local visível do blog, incentive os seus leitores a assinar o feed.

Basicamente optimização off-site para blogs é isto. Como já devem ter percebido nenhuma destas técnicas é substituta para artigos úteis, relevantes e bem escritos que os leitores do blog vão querer ler e recomendar.

Este é o sexto artigo da série optimizar blogs. Se gostou do que leu porque não utilizar o link que se segue e partilhar esta entrada? ;)

Um guia para gestão da reputação online

Ao longo de uma série de entradas convidei os leitores a partir à descoberta dos efeitos perversos da tecnologia de busca na nossa reputação online. Estas tecnologias estendem a necessidade de gestão da reputação de um pequeno círculo de lugares comuns a toda a rede, ao mediarem o acesso dos utilizadores à informação. Os testemunhos partilhados em rede sobre nós podem influenciar julgamentos sobre nós e o nosso valor e condicionar relações e carreiras.

A primeira etapa de uma correcta gestão da reputação pessoal online consiste em tomar contacto com os resultados e estar preparado para os resultados que possam surgir nas primeiras páginas.
Para remediar o que tem cura dei conta dos instrumentos à disposição de uma gestão passiva da reputação.
Por fim, e porque não é indiferente a ordem pela qual o sujeito recebe e processa as informações, alguns conselhos para transformar as ameaças em oportunidades.

As entradas:


Outros Recursos:

Notícias:

Críticas, sugestões, comentários
Serão muito bem vindos. Gostaria particularmente de conhecer exemplos de pessoas que passaram a encarar a chamada busca de vaidade de uma forma diferente e aplicaram alguns dos conselhos para gerir activamente a própria reputação online. Se prefere não partilhar com os meus leitores do blog pode enviar por email.

Escrever para o Google

Quando o autor se senta diante do teclado para preparas os seus textos tem frequentemente noção daquilo que o seu público pretende de si. Se o autor depende ou pretende a aprovação destes esforça-se por corresponder às expectativas.
Com os motores de busca passa-se exactamente a mesma coisa. A escrita ou edição para os motores de busca obedece a um conjunto de regras que visa obter a aceitação dos motores de busca e a respectiva compensação com um bom posicionamento para os termos desejados.

Optimização “no site” – escrever para os motores de busca

A optimização do texto para motores de busca não afecta qualidade deste – ou pelo menos não o deveria fazer. É verdade que o uso de metáforas sobretudo nas «gordas» é desaconselhado mas um texto bem optimizado será capaz de piscar o olho aos motores de busca e simultâneamente agradar aos visitantes. Até porque os primeiros evoluem no sentido de se colocarem na posição dos segundos.

Seguem-se algumas técnicas de edição recomendadas para textos de blos que no passado demonstraram ser efectivas, e que provavelmente continuarão a receber a aprovação do Google e C.ia:

O uso das palavras chave no texto

O uso de keywords ao longo é quase uma condição necessária para o posicionamento. As capacidades dos motores de busca são ainda elementares quando se trata de identificar sinónimos ou expressões próximas pelo que é frequente ver páginas em boa posição para uma palavra e que não aparecem para palavras substitutas – isto ocorre frequentemente com o plural e o singular.

Um conselho importante tanto para este factor como para os próximos é não exagerar. Textos carregados de palavras chave são facilmente filtrados pelos motores de pesquisa, para além de serem penosos de ler – lembre-se, os utilizadores sempre em primeiro lugar.

O uso das palavras chave no título do texto e em h1

De novo o título, confusos? ;)
Quando no artigo anterior da série referi o título do texto esqueci que este deve estar destacado dos restantes elementos da página. O h1, abreviatura de header 1 é o tag que sugere ser este o principal destaque na página. O uso dos demais headers (h2, h3…) de nota decréscimo relativo de importância. O seu uso pode, de forms natural com keywords e variações das mesmas, pode ajudar a melhorar o posicionamento. Idem para negritos e itálicos. A chave aqui é o destaque e a naturalidade (o abuso destas pode causar perda de posições).

Palavras chave em nomes de imagens e no atributo ALT destas

Incluir imagens com nomes descritivos e catalogadas com o atributo ALT (originalmente criado para navegação sem imagens) é uma forma de conseguir tráfico dos motores de busca de imagem. Se a imagem estiver relacionada e incluir as palavras chave é provável que ajude no posicionamento da página.

links internos

Links para páginas do mesmo site ajuda as páginas receptora, particularmente se o têxto-âncora utilizado for bem escolhido. Obviamente que um link einterno não possui a força nem a autoridade de um link externo mas sempre é uma forma de o autor do site referenciar o seu site, introduzindo afinidades e relacionamentos e dividindo algum do valor entre as suas páginas.

Links externos

Leia-se links para sites externos. Surpreendido?
Há bloggers que evitam até ao limite do ridículo ligar outros sites. Têm medo que os visitantes lhes fujam, ou de repartir um pouco do valor dos seus links. Não compreendem o valor dos links para sites terceiros.
Pensem em duas páginas iguais. Uma inclui alguns links para alguns dos melhores sites na sua área. O outro não. Qual é o mais valioso? Pois..
Links externos podem ter valor negativo quando os receptores se encontram em má vizinhança – sites percebidos como de spam ou sem valor, tanto absoluto como para a temática em causa.

Existem outros elementos da página que podem contribuir para um bom desempenho nos motores de busca mas para os fins a que esta série optimizar blogs se destina estes são mais do que suficientes. Deixo o mote para a próxima quinta-feira: os factores de optimização fora da página (excluindo os links que já foram abordados) – que em minha opinião estão seriamente sobrevalorizados para blogs.

Um bom Título é chave

O título é, de entre os elementos da página, o factor mais importante para um bom posicionamento nos motores de busca. Nos blogs, o título assume uma relevância ainda maior devido à forma como o software dos bloggers está, normalmente, estruturado. O título de uma entrada é, por defeito, utilizado no cabeçalho, como título do texto e ainda na url da página da entrada:

titulo blogue

Antes de avançarmos convém esclarecer de que falamos quando falamos em título. Nos blogs chama-se título àquele campo que preenchermos com… o título (ou nome) da entrada (na figura, I).
Em SEO chama-se título ao elemento do cabeçalho que é definido pela tag title (na figura, II). É a este “título”, que passa normalmente despercebido aos visitantes ao ponto de muitos webmasters não se darem ao trabalho de o editar (e que por isso é por vezes incluída entre as meta tags) que é atribuída maior importância no posicionamento da página.

As plataformas e software de blogs, advinhando que os bloggers não teriam nem formação nem paciência para editar uma ou outra trataram de fazer o título da entrada (I) como título da página (II) e usam-no para construir a url da entrada (na figura, III):

Dominios

O papel desta última no posicionamento é reduzido, sendo provavelmente mais relevante na conversão (o visitante que procura “domínios” vê na url a palavra sublinhada e tem mais uma boa razão para clicar).

A palavra-chave é: keyword

A razão pela qual os motores de busca atribuem tamanha importância aos títulos (no plural) deve-se ao uso deste como proxies do tema da página: o uso de determinada palavra no cabeçalho e no título da entrada é normalmente um indicador fiável do assunto abordado na página.
E, já adivinho a pergunta, não se pode manipular os rankings desta forma? Claro que sim e é por isso que os motores de busca analisam muitos outros indicadores e desenvolveram sofisticados algoritmos de indexação.

Como já devem ter compreendido a forma de obter maior visibilidade nos motores de busca que aqui se sugere é usar títulos que incorporam as palavras – keywords- mais susceptíveis de serem procuradas nos motores de busca. Palavras, ou conjuntos que despertam maior interesse e que podem resultar numa diferença de muitos visitantes no site.
Os bloggers devem pois utilizar keywords nos seus títulos para atrair os motores de busca sem esquecer, o interesse dos seus leitores. Esta deve ser sempre a primeira prioridade do título.

Algumas Dicas

Na próxima segunda-feira continuaremos esta série dedicada a optimizar blogs com os restantes factores de optimização no site.

Links para que vos quero

Os links são o principal requisito para uma boa presença nos motores de busca. De cada vez que um blogger linka (liga, enlança sde preferirem) outro blog ou uma página está a fazer uma recomendação aos seus leitores. Os motores de busca interpretam essa recomendação como um voto. Para compreendermos o seu significado e impacto recuemos uma década no tempo, quando dois jovens estudantes de stanford apresentaram o seu algoritmo:

The heart of our software is PageRank™, a system for ranking web pages developed by our founders Larry Page and Sergey Brin at Stanford University.

(…)
PageRank Explained

PageRank relies on the uniquely democratic nature of the web by using its vast link structure as an indicator of an individual page’s value. In essence, Google interprets a link from page A to page B as a vote, by page A, for page B.

O algoritmo é uma forma matemática para determinar o valor de uma página com base nos links que essa página recebe. Quantos mais links esta recebe maior será o seu valor para os motores de busca.


Com o passar do tempo surgiram os mais diversos esquemas para simular estas recomendações: trocas directas de links (Ainda em voga), trocas triangulares de links, directorias de links sem qualquer uso para humanos, viveiros de links (link farms) e mais recentemente, a compra de links. O objectivo é induzir os motores de busca a associar estes esquemas a recomendações honestas de bloggers e webmasters. Estas sempre estiveram sob a mira dos motores de busca e as penalizações nos rankings são cada vez mais frequentes e muitos destes tipo de links são cada vez mais inúteis.

Nem todos os links nascem iguais

Mais do que o volume, a qualidade dos links é um factor crescente na computação algoritmica do valor das páginas. Um link de uma página “importante” e relevante (isto é cujo assunto esteja relacionado com o do site/página que recebe) é muitas vezes mais valioso do que dezenas de links de outros sites e certamente mais valioso do que a submissão a 700 mil motores de busca.

Google looks at considerably more than the sheer volume of votes, or links a page receives; for example, it also analyzes the page that casts the vote. Votes cast by pages that are themselves “important” weigh more heavily and help to make other pages “important.”

É aqui que eu gostaria de retomar os blogs. Blogs linkam e são linkados diariamente. Mantêm e fazem parte de blogrolls e são extremamente activos no desenvolvimento de relações na sua comunidade. Os bloggers possuem outra característica de interesse: lêem normalmente (muitos) blogs pelo que a sua escolha de matérias para citar acaba por recair normalmente sobre outros blogs. Daí que seja bastante natural que blogs se perfilem como uma fonte credível e relevante para muitas das questões dos internautas.

Algumas dicas

Este é o terceiro artigo da série optimizar blogs. Na próxima quinta-feira falaremos de um elemento crucial para estar bem posicionado nos motores de busca: os títulos.

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