Procurar no Sapo… com o Google

Recentemente, foram notadas caixas de busca adicionais no interface do Google na procura pelo nome de alguns sites como amazon, wikipedia, NyTimes.

Experimentei procurar alguns sites portugueses e lá está a caixa para quem procura o bratáquio:

procurar no sapo com o google

Não encontrei caixa para nenhum outro site português, talvez algum leitor melhor sucedido queira partilhar nos comentários. Nota: a caixa de busca só me aparece no google.com com o interface em inglês e ligado na minha conta do google.

A procura nesta caixa é o equivalente ao uso do comando site conjugado com a respectiva keyword (ex: site:sapo.pt imóvel ). Parece-me uma forma de educar os utilizadores para o uso deste comando proporcionando-lhes resultados mais satisfatórios do que aqueles que encontrariam se utilizassem a busca ou navegação interna dos sites. Pode não ser necessariamente verdade para o Sapo ou para o Marketing de Busca, cujos resultados são da responsabilidade do Google, mas poderá ser útil para sites menos claros e sem um mecanismo capaz de busca.

O Saber do Sapo

O Sapo lançou recentemente o Sapo Saber que tem por base milhares de artigos da versão portuguesa da Wikipedia e cujo principal objectivo diz ser:

o de se diferenciar não só através da utilização do Português de Portugal mas também em dois pontos que achamos importantes:
* O maior investimento na cultura do nossos País.
* A certificação de conteúdos.

Sapo saber

Com este projecto o Sapo pretende na realidade aumentar o tempo que os seus utilizadores passam no portal assim como reforçar a sua liderança na internet em Portugal e claro está as receitas. Se os senhores dos portais concorrentes ainda não perceberam o esquema, aqui fica o plano de ataque do Sapo aos seus page views:

Scrapping da Wikipedia

- O Sapo copiou os conteúdos portugueses da Wikipedia para um subdomínio do sapo.pt (saber.sapo.pt). Bem, na realidade não se chama scrapping porque a Wikipedia permite a cópia dos seus conteúdos. E para vocês bloggers que se preocupam, e bem, com estas coisas de atribuição e direitos de autor, o Sapo, que está nisto pelo negócio, não linka os artigos originais na Wikipedia. Mais, o único link que encontrei para o wiki (na página principal) está “protegido” com um nofollow.

Antes que me caiam em cima, deixem que vos diga que centenas, talvez milhares de outros sites fazem o mesmo com os conteúdos da wikipedia, o que está conforme com os termos do GNU. É claro que o Sapo poderia (deveria?) fazer melhor e haverá até quem apareça a atribuir as culpas a chico espertices do SEO quando o SEO não decide coisa alguma (de outra forma o Saber nunca teria hipóteses de ombrear com a Wikipedia nos resultados de busca, que não para páginas de Portugal, onde a wikipédia não existe).

O que já é mais discutível é a inserção de publicidade nas páginas do projecto. Os conteúdos da Wikipedia são editados gratuitamente por milhares de voluntários sem qualquer objecto comercial. Será apenas idealista pensar que o Sapo já ganha o suficiente com o projecto sem ter que recorrer a estas receitas, ou a guerra aqui é de escala (# anúncios servidos)?

Links, muitos links

O Sapo vai alavancar recursos (links) para promover o Saber aos visitantes dos portal e indirectamente nos motores de busca.
A médio prazo serão criados links directos de páginas sobre o mesmo assunto ou relacionadas relacionadas noutras propriedades como sejam o directório e de páginas geradas com conteúdos dos utilizadores: páginas de tags de blogs, fotoblogs e do Sapo vídeo.

As Tags do Sapo poderão também incluir links para páginas associadas no Saber. Ao contrário dos links que os utilizadores guardam, estes links não terão o protector nofollow.

Promoção nos resultados

- Promover o Saber, sempre que se justifique, nos resultados da busca do Sapo. Pode ser sob a forma de resposta ou com uma chamada ao link e descrição breve, no topo dos resultados. O Google faz o mesmo, embora com o argumento de que tal acontece apenas quando for relevante para o utilizador. Faz sentido, o negócio do Google (ainda) é a busca, e não os conteúdos (yahoo, sapo.)

internet marketing book

Os blogs do Sapo a trabalhar para o Saber

Li não sei bem onde, que os blogs do Sapo eram já 200 000. Como pode o Sapo monetizar os conteúdos utilizados por esta imensa massa (admita-se que um terço dos utilizadores é activo, 65000)? Resposta fácil, com publicidade. E se não for com publicidade?
Com o Sapolinks. Um botão, inserido no menu de edição dos blogs que permite aos bloggers preguiçosos criar um link instantâneo para uma página do Sapo Saber com um simples clique.

answer links

Na imagem, o protótipo: answerlinks, desenvolvido e implementado pela wordpress para outro re-utilizador de conteúdos do wiki, a Answers.

Será uma jogada de mestre se o Sapo conseguir convencer os blogs do serviço a utilizar o botãozinho.

Will it Blend? – frog

De vez em quando lembro-me de tópicos aos quais poderia associar os “motores de busca” nacionais de uma forma positiva – e que acabam invariavelmente adiados por uma razão ou por outra. Já aqui falei mais do que gostaria do Sapo e do Aeiou em termos bastante críticos e gostaria de apresentar também os seus aspectos mais positivos.
Mas esta não podia deixar passar em claro. Aparentemente, alguém no Sapo não olha a meios e não se importa de dar mau nome à empresa para superar a sua própria incapacidade para fazer face aos concorrentes mais pequenos. Se não os consegues vencer nos SERPS alavanca-se o directório com links escondidos. O João José foi quem primeiro deu conta da marosca, em mais Sapo spam:

spam do sapo

Se preferem verificar pessoalmente o código, sirvam-se de uma destas 5030 páginas.

A pergunta que agora se coloca é: will it blend ou vai o terá o cliente importante direito a tratamento especial?

Sapo tags adopta nofollow

Era quase inevitável. O SapoTags rdecidiu-se pela mesma defesa anti-spam a que sites como a wikipedia, del.icio.us, stumbleapon e muitos outros serviços de bookmarking recorreram no passado: o bloqueio do link aos motores de busca. Uma solução que penaliza todos os utilizadores de serviço mas necessária para demover os imbecis que insistem em arruinar a experiência de todos os outros.

O atributo nofollow é tido em conta por Google, Msn e Yahoo e é uma das ferramentas ao dispor dos webmasters para gerir a presença das suas páginas nos motores de busca.

Ética e SEO (III)

Esta é a terceira e última entrada sobre a discussão que envolve algumas técnicas de optimização de sites para motores de busca e a ética, uma questão que afecta a credibilidade do SEO.

O Seo Black Hat é normalmente visto como “não ético” por desrespeitar as directivadas dos motores de busca, particularmente as do Google. Na primeira entrada deixei a pergunta, pode o Google determinar o que é ético ou não?

Enquanto motor de busca o Google é livre de definir padrões de conduta, sugerir comportamentos e penalizar sites transgressores. Mas não pode, nem tem o direito de definir o que não é ético. Não me parece que induzir em erro o mediador seja “não ético”, particularmente quando essa é uma forma aceitável de estar no mundo dos negócios.

O que é ou não ético

Criar um catalogo de sites para o google, ou esconder títulos no CSS são ofensas graves para o Google mas inofensivas para o utilizador e teriam até passado despercebidas não fosse o caso tratar-se de dois dos maiores portais do país. Links escondidos, compra de links em sites relativamente obscuros são outros dos truques relativamente inofensivos.

tirar partido da boa fé dos utilizadores que contribuem para directório, ou de clientes, acenando-lhes com rankings mirabolantes ou um primeiro lugar no Google fictício não é ético. Também não é ético utilizar truques que podem levar a que os sites de clientes sejam banidos do Google sem o conhecimento e acordo destes. Não é ético colocar mensagens em fóruns, listas de email e blogs apenas para deixar o link sem nada de útil acrescentar. Também não é ético redireccionar os utilizadores para uma página diferente daquela que lhes foi prometida.

De uma forma geral defino a presença ética como o respeito por aqueles com os quais trabalhamos, sejam clientes ou utilizadores. Não sou adepto dos truques que enumerei e faço votos para que o Google reduza o valor esperado deste tipo de actividades. Não posso é aceitar que a actividade esteja sujeita a padrões diferentes dos das outras actividades.

Spam nos tags do Sapo: Estavam à espera de quê?

O serviço de tags do Sapo é mais um serviço de favoritos que permite aos utilizadores manter os seus bookmarks online e catalogá-los de acordo com as etiquetas que consideram mais apropriadas. Estas poderão mais tarde ser agregadas de forma a criar um motor de pesquisa tendo por base as preferências dos utilizadores. Pode parecer um processo anárquico e subjectivo (como é que os utilizadores se entendem?) mas resulta muito bem em serviços como o del.icio.us que conta com centenas de milhares de utilizadores- muitas das buscas mais populares apresentam aí resultados mais relevantes do que no Google ou Yahoo.

Recentemente a equipa do Sapo deu-se conta que este serviço está a ser inundado de webspam e prometeu um puxão de orelhas aos mal comportados: em vez de utilizar o serviço para os seus favoritos muitos dos utilizadores criam links para os seus próprios sites de forma a obter maior visibilidade, o Sérgio do Ponto Sapo, e através do qual cheguei a esta história, localiza aqui um poweruser do serviço.

Ora, com uma carrada de visitantes vindos da homepage do sapo, links sem nofollow, a fraca aderência do público e a habitual capacidade das páginas do sapo para aparecer nos Serps da cauda longa, queriam o quê? Miúdos e até alguns graúdos, empresas com nome até, fizeram-se ao regabofe, estava ali à mão de semear a pedi-las.
Resta saber se a equipa de Tags do Sapo vão começar por disciplinar o que aparenta ser funcionários do sapo Tek extremamente dedicados

Sapo Videos, o PornoTube português?

Há quase uma semana que tenho esta entrada guardada como rascunho. A princípio ainda esperei que alguém do Sapo Videos tratasse de limpar submissões que notoriamente não devem estar num site de vídeos frequentado por todos, só depois reparei que o infractor em causa datava de 2 de Julho.
Para aceder ao vídeo é necessário aceitar a seguinte condição, uma condição à qual estão sujeitos os vídeos que são referenciados pelos utilizadores como violentos ou contém imagens fortes:

“O conteúdo do Vídeo que escolheu pode não ser apropriado para todos os tipos de espectadores. Para ver este vídeo tem de ter mais de 18 anos de idade. Ao clicar em OK abaixo, confirma que tem mais de 18 anos de idade e pode ver este vídeo.”

Pode não ser apropriado? Tem a certeza? Ao primeiro só lhe falta a locução em língua espanhola…

famosas no sapo videos

(A imagem foi editada)

Não estou a ver vídeo menos apropriado para colocar num portal de vídeos generalista. Estes são apenas dois exemplos, mas facilmente se encontram outros cujas capturas prometem imagens atrevidas. Prefiro acreditar que se trata de negligência por parte de quem gere o site (o primeiro vídeo já foi visto mais de 26000 vezes) e não de um deixa andar enquanto trouxer audiências.