Um guia para gestão da reputação online

Ao longo de uma série de entradas convidei os leitores a partir à descoberta dos efeitos perversos da tecnologia de busca na nossa reputação online. Estas tecnologias estendem a necessidade de gestão da reputação de um pequeno círculo de lugares comuns a toda a rede, ao mediarem o acesso dos utilizadores à informação. Os testemunhos partilhados em rede sobre nós podem influenciar julgamentos sobre nós e o nosso valor e condicionar relações e carreiras.

A primeira etapa de uma correcta gestão da reputação pessoal online consiste em tomar contacto com os resultados e estar preparado para os resultados que possam surgir nas primeiras páginas.
Para remediar o que tem cura dei conta dos instrumentos à disposição de uma gestão passiva da reputação.
Por fim, e porque não é indiferente a ordem pela qual o sujeito recebe e processa as informações, alguns conselhos para transformar as ameaças em oportunidades.

As entradas:


Outros Recursos:

Notícias:

Críticas, sugestões, comentários
Serão muito bem vindos. Gostaria particularmente de conhecer exemplos de pessoas que passaram a encarar a chamada busca de vaidade de uma forma diferente e aplicaram alguns dos conselhos para gerir activamente a própria reputação online. Se prefere não partilhar com os meus leitores do blog pode enviar por email.

Ebook: Guia da gestão da reputação online

Está disponível para descarga gratuita o guia para gestão da reputação online, um ebook que reúne os artigos publicados neste espaço na série dedicada ao assunto.

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[Documento PDF. Clique no botão Save a Copy no canto superior esquerdo para o guardar no seu computador]

Este guia é para si que tem ou ambiciona uma presença online: Bloggers, forumistas, comentadores, gestores de sites.
Online, a reputação de um indivíduo é o seu activo mais valioso. Offline, a reputação virtual pode-o perseguir, negando-lhe acesso a oportunidades e dificultando-lhe as suas relações.

As modernas tecnologias de busca estendem a necessidade de gestão da reputação de um pequeno círculo de lugares comuns a toda a rede, ao mediarem o acesso dos utilizadores à informação. O guia para gestão da reputação online está dividido em três secções para o ajudar a identificar potenciais problemas, agir sobre estes e tomar em mãos a sua reputação.

O documento está licenciado nos termos da licença 2.5 do Creative Commons, ou seja o leitor pode copiar e distribuir livremente esta obra, inclusive a partir do seu próprio site ou blog não comercial. Mais informação no ebook ou nesta página.

O meu obrigado ao Bruno Amaral do Relações Públicas que contribuiu com um artigo para a série e a capa que vêm acima e ao Pedro Silva do Argos – Zoom pelas suas incansáveis sugestões e comentários.

Se ainda não o fez, repito o convite:
→ gestao-reputacao-online.pdf

Google com a pior privacidade?

É possível (tenho as minhas dúvidas) mas o estudo da Privacy International é uma verdadeira anedota:

“The report was compiled using data derived from public sources (newspaper articles, blog entries, submissions to government inquiries, privacy policies etc), information provided by present and former company staff, technical analysis and interviews with company representatives.”

Wow, lots of second-hand information there. No real feel or detail that they fully drilled-down anywhere.

O estudo é no mínimo questionável, apesar de todo o hype que vai aparecer nos media (e blogs…) Todavia, espero que o Google acuse o toque e reforce a privacidade dos seus utilizadores.

Street view do google maps

google maps van

Street View, a nova funcionalidade do Google Maps permite navegar os mapas de algumas cidades americanas através de fotografias. As fotografias são de tal forma aproximadas que fazem soar os alarmes da privacidade. Eis alguns exemplos:

Para conhecer as potencialidades desta nova funcionalidade veja o vídeo de apresentação no youtube:

O Google e a Privacidade

Não é de agora mas cada vez mais vejo as políticas do Google questionadas quanto aos riscos para a privacidade dos utilizadores. Agora é a UE que tem algumas questões sobre a retenção dos dados pelo Google de até dois anos.

capa do independent - google is watching you

Mais do que reais implicações para a privacidade dos utilizadores dos serviços da empresa, que merecem ser questionadas, este hype parece-me um reflexo do agigantamento da empresa e o crescente medo e desconfiança que o Google inspira nos media e instituições e até blogs, o já famogo FOG (fear of Google). Sem querer com isso desculpar quaisquer excessos do Google (e o que há até agora não passa de especulação) existem outras entidades, algumas bastantes menos escrupulosas, que mantêm registos bem mais detalhados dos nossos passos na web e na vida real. Como os ISPs e outros operadores de comunicações, e até, imagine-se, a própria UE:

14 December 2005 (Strasbourg, France) The European Parliament today adopted a directive that will create the largest monitoring database in the world, tracking all communications within the EU. “From today, all EU citizens are to be tracked and monitored like common criminals,” says Pieter Hintjens, president of the FFII.
EU adopts Big Brother directive, ignores industry and civil society via /.

Alguém envie esta directiva à UE, sff…

Ps: Um grande (em todos os sentidos) de Danny no SEL. Danny previra já em Abril que o Google seria motivo da curiosidade da UE e que os rivais MSN e Yahoo não o seriam, apesar de supostamente seguirem idênticas políticas.

Quem és tu na web?

A partir do momento em que temos um blog ou uma qualquer expressão da nossa personalidade na web, temos de lidar com duas questões.
Quem é que vai ter acesso ao que criámos ? Seja um artigo, uma foto ou um vídeo.
De que forma é que isso vai ter impacto nos outros e na nossa vida pessoal e profissional ?

A web está a tornar-se cada vez mais uma parte integrante do nosso dia a dia. Alguns recrutadores até verificam algumas redes sociais como o hi5 e mySpace para ler o perfil dos candidatos. Mas não acho que isto signifique que devemos abdicar destas expressões de personalidade.
Um dos princípios para uma imagem online positiva é a transparência. E possuir um blog ou um perfil público pode contribuir para tal. O problema maior surge quando há falta de coerência entre o perfil online e o que mostramos no nosso dia a dia. No entanto isto não se resume aos blogs, estende-se aos comentários que deixamos noutros sites, ao hi5 e a outras comunidades online.
Para construir uma imagem online podemos optar por apagar os traços online menos positivos ou adoptar uma postura mais activa.
Eu sou adepto de uma postura activa. Registei um domínio com o meu nome e identifico-me sempre que possível. Assino o meu nome em comentários, comunidades e qualquer outro registo semelhante. Acredito que uma boa imagem online deve ter como base a Coerência e a transparência.
Primeiro, é importante que o nosso perfil online esteja de acordo com o nosso perfil pessoal. A web não é um escape, uma oportunidade para dizer ou fazer o que não fazemos no quotidiano. Deve ser uma extensão daquilo que fazemos e aplicamos no dia a dia.
Seguindo essa mesma ideia, o nosso perfil deve ser transparente. Uma das características da web é que tudo se descobre. Por isso, em oposição a tentar esconder algo, é mais seguro assumir claramente todas as nossas facetas.
No entanto, estas ideias não devem limitar ou condicionar a nossa Imagem. A chave disto tudo está na forma como transmitimos as nossas ideias e manifestamos a nossa personalidade. Temos de saber aceitar que existem opiniões contrárias e sempre que possível estimular o diálogo.

Bruno Amaral trabalha em relações públicas e bebe da poção que receita: O endereço do seu blog tem o seu nome. Visite-o em www.brunoamaral.com

Gerir a reputação em sites externos

A operação mais delicada na gestão da reputação online consiste em convencer outrem a agir no nosso interesse. Ao contrário da informação que nós próprios disponibilizamos e controlamos nem sempre é possível removê-la. Seja um comentário nosso menos feliz num blog, em que assinamos com o nosso nome completo, um artigo lesivo para a nossa reputação ou comentários negativos de terceiros, por vezes há que aprender a viver com essa mácula. Mas não sem antes fazer os possíveis por eliminá-la.

Seja cortês

Inimigo declarado ou simples espectador o responsável pelo site não mantêm uma presença online para o prejudicar. Peça a ajuda deste para eliminar/editar o conteúdo lesivo. Não sendo possível ou aceitável apagar, peça para alterar o seu nome substituindo um ou mais nomes por iniciais, removendo o nome próprio ou até trocar a ordem de 2 ou 3 letras no seu nome.

Ao contactar o responsável do site indique claramente a localização da página ou da secção que gostaria de ver alterada, não o faça perder tempo à procura.

Excluir a página dos motores de busca

Se o responsável não aceitar quaisquer alterações e for versado em programação sugira-lhe o uso do robots.txt ou o uso de meta tags para remover uma ou mais páginas dos motores de busca.

Remover Imagens

Se a sua fotografia é utilizada sem autorização de uma forma que não lhe agrada, e a imagem original lhe pertence, contacte o responsável do site com vista à sua remoção. As fotografias estão protegidas pelos direitos de autor.

Consulte um advogado

Se aquilo de si é dito é totalmente infundado e passível de procedimento judicial considere o recurso a um advogado. Antes de iniciar litigação, todavia, esgote todas as vias diplomáticas: se o não fizer o autor do site poderá receber a simpatia de outros autores, particularmente no caso dos blogs que se organizam em rede, gerando ainda mais publicidade para a informação que gostaria de ver desaparecer… Note que o autor de um blog ou site não é pode não se considerar responsável pelos comentários de terceiros nesse mesmo site – apenas pelos danos que o comentário lhe lhe poderá causar após ter sido informado por si.

Evite ameaçar com um processo judicial. Se é verdade que muitos autores preferem acatar rapida e silenciosamente a enfrentar uma ameaça de ida a tribunal, mesmo que convictos de que o que escreveram é perfeitamente defensavel, muitos bloggers persevam ainda um certo idealismo, e por certo não desdenhariam a publicidade extra que uma ameaça de processo lhes poderá granjear. Existem abundantes casos de empresas e pessoas que tentaram intimidar bloggers e viram a sua acção fazer ricochete.

Esta entrada encerra a discussão da gestão passiva da reputação online. No próximo artigo discutimos formas de tirar partido dos motores de busca para projectar uma imagem positiva de nós.

Limpe a sua reputação online: o que pode fazer já hoje

Já vimos que primeiro passo na gestão da reputação é a identificação dos locais na rede onde se encontre informação susceptível de nos deixar em apuros. Hoje analisaremos formas de corrigir a informação que nós mesmos disponibilizamos nos espaços da rede que controlamos.

Na entrada anterior desta série abordamos situações em que a internet coloca obstáculos a candidatos a emprego. Na realidade não são só prospectivos empregadores quem pode tirar partido da informação que está online sobre nós e convém agir rapidamente por forma a que esta seja eliminada da rede, ou não sendo possível, que não esteja visível nos motores de busca. Eis alguns dos locais da rede onde procurar e nos quais pode deve agir já hoje mesmo para eliminar possíveis manchas na sua reputação:

Redes sociais: Se a rede lhe permitir manter privado o seu perfil active a opção sem demora. Remova toda a informação e encerre as suas contas das redes que deixou de utilizar, mesmo naqueles onde o seu perfil é privado – as redes podem decidir abrir as páginas dos seus membros ao público para captar visitantes e receitas de publicidade. Verifique de novo que toda a informação pública que está – ou poderá estar- nas suas páginas não o poderá embaraçar.

Melhor seria se não tivesse referências pessoais. Se tal não for possível pondere o uso de uma alcunha, as iniciais do nome ou abreviaturas. Ex: Bem-vindo ao espaço de Ant. Dias . Se tiver mesmo que incluir o nome próprio considere, por exemplo, uma imagem.

Fóruns: identifique comentários grosseiros, deselegantes e malcriados associados o seu nome. Remova o seu nome e dados pessoais de comentários e da assinatura nas áreas de acesso público -se não sabe quais são, saia da sua conta e tente entrar em cada uma das áreas do fórum; normalmente há pelo menos uma área reservada aos membros, por vezes invisível a quem não está ligado.

Blogs e homepages: Se o seu blog aparece associado ao seu nome nos motores de busca deverá quanto antes inspeccionar o site para referências:

Verifique que essas entradas não lhe causarão incómodos, se tiver dúvidas consulte segundas (e terceiras) opiniões.
Se acredita que o seu blog não lhe vai acrescentar pontos ao currículo poderá dissociar o seu blog do seu nome: use um nick, as suas iniciais ou um misto dos dois. Faça um link para uma página externa com a sua apresentação (por exemplo, a sua homepage).
Se tiver acesso ao código-fonte da página, retire-a do índice do google ou tenha o seu nome enquanto imagem.
Uma opção mais radical é a remover completa ou parcialmente o site dos indíces dos motores de busca.
Se tiver urgência, o Google tem uma solução para si (requer acesso ao código html).

No próximo capítulo desta série abordo formas de lidar com a reputação quando estamos dependentes de outros para alterar a nossa informação.

Spyware? Não obrigado, Sitemeter

Acabo de correr com o Sitemeter cá da casa. O crime para tão dura sentença: spyware. O sitemeter está desde a última semana a deixar spyware nos computadores de quem visita sites com o popular contador e não quero ser eu a infestar os computadores dos meus visitantes. Também atraso o carregamento dos sites, nalguns casos significativamente.Se não considerasse o assunto importante não abordaria o assunto neste espaço, nem o faria apenas por ter lido em blogs e no digg, mas eu próprio pude constatar no meu pc.
Você também o pode fazer. Apague todos os cookies do seu browser, entre num site com sitemeter instalado e verifique de novo os seus cookies. Eu encontrei estes:

sitemeter com spyware

O specificclick.net é o nosso vilão, um cookie de “tracking”, isto é, que segue os nossos movimentos online:

“Specificclick cookie é um cookie para “tracking”. Normalmente, cookies são utilizados por sites para guardar as preferências do utilizador para esse site. Cookies de tracking, por outro lado, são partilhados entre sites e podem ser utilizados para espiar o utilizador à medida que este navega entre sites. Cookies de tracking são mais perigosos do que os cookies normais porque eles podem ser utilizados para criar um perfil do utilizador ao fazer corresponder a actividade desse utilizador em múltiplos sites“. Traduzido daqui.

Para os interessados, está aqui uma explicação técnica. E como sei eu que os cookies são da responsabilidade do sitemeter e não de um outro serviço qualquer? Pela concorrência, que antes recusara uma bela maquia para fazer o mesmo:

A few months back, StatCounter was approached by an advertiser, offered lots of $$$, and asked to include a spyware cookie on all of our member site…
[...]
We were shocked to discover just today that another well known stats provider is allowing up to 9 cookies to be installed in the browser of every visitor that hits one of their member websites. This means that the provider is making money by transmitting data on you and your visitors to a third party advertiser. Not only that, but to add insult to injury, the cookies are causing the member websites to load very slowly too.

Três questões

Há aqui três questões sobre as quais importa reflectir:

Se você tem no seu site um contador do sitemeter será talvez altura de decidir o que é mais importante para si: se o respeito pela privacidade dos seus visitantes se o contador do sitemeter. Há na internet muitas boas ou até melhores alternativas gratuitas, das quais destaco o statcounter e o google analytics, ambos em utilização neste blog.

[NOTA: Esta entrada desapareceu inexplicavelmente do site durante a tarde de hoje, sem que eu me tenha dado conta da ocorrência. Alertado pelo Rui , descobri que a entrada se encontrava em estado "Privado", tendo tal sucedido por erro meu, do software, ou razão inexplicável. A todos os que até aqui vieram em vão, bem como os que eventualmente terão visto a confiança dos seus leitores abalada por os ter enviado a um página "inexistente" o meu pedido de desculpas. António Dias.]

PS (7.04): Acabo de correr mais um teste. Os cookies continuam a aparecer.

<< 2500 dólares por dois links

Limpe a sua reputação online: que pode fazer já hoje >>

5 formas de o google se intrometer nos seus planos de carreira

Já aqui expliquei porque a gestão da reputação deve ser uma prioridade para todos os que têm informação pessoal online, e como os resultados de uma busca podem afectar a forma como somos recebidos por um cliente ou diminuir as possibilidades de conseguir aquele emprego. Vejamos agora 5 exemplos concretos de como a eficiência do Google aliada aos preconceitos de um recrutador podem colocar em causa candidaturas de 5 candidatos capazes.

O Caso Excentrada

Tomemos como exemplo o recrutamento na empresa Excentrada, uma média empresa lisboeta, reputada pelo seu excelente ambiente de trabalho e benefícios, no mercado à procura de dois directores regionais de vendas.

O departamento de RH enviou ao Sr. Silva, director-geral, as candidaturas de 15 candidatos pré-seleccionados com um post-it “todos excepcionais”. O sr. Silva que não gostava de entrevistas e raramente aceitava fazer mais do que 6 para cada posição, inspeccionou cuidadosamente a documentação e deu por si a concordar que seria difícil deixar alguns candidatos de fora da entrevista. Decidiu procurar mais informação sobre os candidatos com a ajuda do google. Rapidamente descobriu algumas informações interessantes que alguns dos candidatos não haviam declarado no seu currículo:

1.Tiago D. era membro de uma associação de doentes cardíacos, e aparentemente bastante activo. O sr. Silva interrogou-se se Tiago se ausentaria frequentemente por motivos de saúde…

2. Pedro A. fora suspeito de envolvimento em fraude fical no concelho vizinho ao seu; em tribunal for absolvido por insuficiência de provas. A notícia saira em vários jornais e o sr. Silva não tinha muita vontade de confrontar o Pedro sobre esta história.

3. Rui B., tinha no seu perfil do Hi5 fotos de uma amiga semi-nua e de outra que aparentava fumar drogas. A sua foto de perfil deixava antever um espírito rebelde e militante. O sr. Silva achava que as fotos do Rui não lhe diziam respeito mas porque carga de água as publicava ele online, não sabia.

4. Leonel V. publicava um blogue dedicado ao marketing de vendas, com 3/4 entradas semanais, normalmente longas e cuidadosamente documentadas. O sr.Silva, que não achava muita piada a blogues, ficou bastante agradado com este, até que notou que todas as entradas eram publicadas por volta das 10:3o da manhã. Interrogou-se quantas horas de trabalho o blog lhe roubaria…

5. Miguel C. participa activamente em, pelo menos, 2 foruns. Apesar da sua personalidade cooperativa e empática, ao teclado Miguel aparenta ser um autor prolífico e impulsivo que se vê frequentemente envolvido em zaragatas malcriadas e discussões intermináveis. O sr. Silva imaginou o quão interessante não seria ter alguém no escritório que o pusesse constantemente em causa… Na verdade, não.

O sr. Silva decidiu enviar à secretária 10 candidaturas para entrevista, deixando de fora estas 5. Não estava certo de tudo o que lera na internet mas não se imagina a revelar aos candidatos que procurara informação sobre eles no google. Para mais tinha a vaga noção de que o que fizera não era aprovado pela lei…

Em verdade…

Se tivesse confrontado os candidatos com a informação saberia que:

Se estas situações lhe parecem irreais é porque o são. Tive o cuidado de seleccionar 5 exemplos em que os candidatos são absolutamente inocentes, quando o mais provável é que sejam responsáveis por atitudes e comportamentos como os descritos, o que de forma alguma faz deles piores candidatos que os demais. Há quem concilie uma doença grave com uma carreira exigente, quem tenha cometido erros graves e aprendido uma valiosa lição, quem publique blogues durante o horário de trabalho sem que a sua produtividade seja afectada, e quem publique informação comprometedora na internet associada ao seu nome sem que isso faça de si um tarado ou um caso mental. Se perguntassem directamente ao sr. Silva ele até seria capaz de concordar. Todavia, a sua racionalidade limitada levou-o atribuir a esta informação a importância que ela não merece, ignorando que também os outros 10 candidatos têm idênticas imperfeições, apesar de elas não aprecerem no google.

E se fosse consigo?

Caro leitor, consegue imaginar outras situações em que uma busca pelo nome da pessoa revela informação relativamente inócua e ao mesmo tempo possivelmente comprometedora? Deixe a sua sugestão nos comentários. Com o decorrer do tempo teremos cada vez mais situações destas, embora sejam difícil de detectar dado que os Silvas deste mundo preferem ignorar o candidato a confrontar o candidato. E há ainda o pormenor da lei, que estou em crer não permite que recrutadores recolham informação sem a autorização dos candidatos (sabia disto? Mas se ninguém vê e não se pode provar…)

Na próxima semana abordarei nesta série dedicada à gestão da reputação online algumas sugestões para lidar com estes resultados, de forma a informação que pretendemos reservada não surja (facilmente) nos resultados do Google.

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