Sitelinks numa linha dos Serp

O leitor já deve estar familiarizado com os habituais sitelinks nos resultados do Google, Yahoo ou Live. São links que surgem associados a determinadas buscas, normalmente naqueles em que as keywords estão fortemente associadas a um site (ex: marketing de busca).

Esta semana o Google introduziu uma novidade que vem democratizar o uso dos sitelinks a outros resultados; os sitelinks numa linha:

sitelinks em linha

Os sitelinks são efectivamente uma linha extra nos serp e poderão surgir associados a vários sites na mesma página. O que é que podemos fazer com a linha (os sitelinks?)

Pode-se optimizar o texto âncora das páginas e poderá em breve bloquear sitelinks indesejados. Para tal basta entrar no Google Webmaster tools e seguir este caminho:

Dashboard > Links > Sitelinks

Resta saber em que tipo de buscas surgirão estes sitelinks e quão frequentes serão.

Google, onde está o meu cheque?

snippets do googleO Google começou na semana passada a apresentar resumos mais extensos em algumas buscas. Provavelmente para benefício do utilizador, certamente para benefício do Google.

Estará o Google a abusar e merecerão os autores dessas respostas uma fatia das receitas? E, já agora quem divide?

Resumos mais longos nos resultados

Uma das melhorias apresentadas pelo Google na semana passada são resumos (snippets) mais longos para pesquisas com mais de três palavras, a chamada cauda longa das buscas.

Como poderão notar na imagem acima, em vez dos habituais 160 caracteres, os resumos são agora mais extensos – até 250 caracteres. Nas palavras do fundador da empresa cuja tecnologia está na base das mudanças

“The results to the query are displayed immediately in the form of expanded text extracts, giving you the relevant information without having to go to the website – although you still have that option if you wish,”

Há muito que o Google serve respostas nos seus resultados, experimentem procurar a hora (ver tráfego defensivo), fazer conversões e operações aritméticas.*

Esta mudança deverá ser bem-vinda pelos utilizadores uma vez que lhes permite pré-verificar quais das páginas lhes apresenta os resultados que procuram. E pode até ser que encontrem a sua resposta já nos resultados, ainda que possam visitar o website, parafraseando Ori, “if they wish”.

O que ganha o Google

Para o Google o que é bom para os seus utilizadores é bom para o seu serviço. Todavia, não se fica por aqui: ao servir as respostas directamente nas suas páginas o Google está a diminuir o número de visitantes que envia para os produtores de conteúdos – o que é legítimo já que pode fazer o que bem entender das suas páginas.

O problema está em fazê-lo graças aos conteúdos dos mesmos. E ao fazê-lo vai diminuir as receitas dos mesmos e, presumivelmente, aumentar as suas.

Não tenho nada a apontar que o Google sirva directamente as respostas com os seus conteúdos, embora me seja indiferente. Que sirva essas respostas com os conteúdos de terceiros ao mesmo tempo que passivamente desencoraja o clique é pisar o risco do “evil”.

Os webmasters podem fazer alguma coisa?

Os produtores de conteúdos não têm grande poder negocial. A febre de conteúdos ditou que a informação seja hoje uma comodidade. As receitas da publicidade são miseráveis e haverá sempre alguém disposto a aceitar menos do que o vizinho.

Isso não significa que estejam condenados a dedicar-se a outras artes, até porque poderá estar próximo o dia em que parte da web esteja inacessível aos robots do Google. Entretanto podem começar por estudar as implicações de tópicos relacionados, a outra mudança anunciada:

We’re also keenly aware that they have 2 major areas of interest at Google (search wise) – behavioural targeting and context/concepts. This is in the paid search sector as well as the (cough cough) organic search. All of this means broader targeting processes

* Experimentem inserir uma soma ou multiplicação na caixa de busca do firefox (com o Google pré-seleccionado), tipo 332.88*2664, e terão o resultado como sugestão.

Guia Optimização para motores de busca do Google em Português

Apesar da ampla divulgação neste e noutros blogs, a optimização para motores de busca permanece um mistério para o comum dos internautas e até para muitos webmasters e profissionais. Ainda no outro dia me perguntavam se “alterar o código-fonte para aumentar as entradas nos motores de busca pode ter resultados negativos”, e isto foi informação passada passada pelos webdevelopers.

A informação online sobre SEO é vasta mas está dispersa, desorganizada, desactualizada e frequentemente contraditória. E há muito quem se interrogue se o Google aprova da optimização para motores de busca.

É por isso de saudar que o Google tenha avançado com um guia SEO para iniciados na optimização. O documento foi agora traduzido para o português.

E os links? Não constam da optimização para motores de busca?

Quando o guia SEO do Google foi publicado a primeira crítica que lhe foi feita foi a ignorância do papel dos links. Alcançar sites que se encontram numa comunidade relacionada e evitar pedidos massivos de spam e compras de links é muito pouco, além de vago, para explicar o papel dos links na optimização para os motores de busca.

Links são importantes. Links são muito importantes. Links externos são um factor importantíssimo no posicionamento. Não sei se me fiz entender.

Conseguir links de qualidade requer trabalho, perícia e persistência e nenhum guia o vai preparar para a tarefa. Todavia, ignorar o tema, é permitir que se criem falsas assumpções e que webmasters continuem a laborar em ignorância.

Link para descarregar o guia de optimização do google.

URL dinâmicas ou estáticas?

Qualquer bom manual de SEO recomenda o uso, sempre que possível, de URLs estáticas. Normalmente isso traduz-se na da transformação de urls dinâmicas, do tipo main.php?setid=41&id=4&nid=43 em urls mais finas e elegantes como a desta entrada: /url-dinamicas-ou-estaticas/.

Na semana passada o Google Webmaster Central publicou uma recomendação aos webmasters para que evitem esta prática. Ou melhor, se para o fazer vão criar problemas de navegação para os bots e criar conteúdos duplicados então o melhor é não fazer nada.

A verdade é que a entrada é confusa e requer uma leitura atenta; desmonta alguns dos mitos e meias verdades que se espalham como fogo em seara pelos fóruns e blogs, como sejam o de que o Google não indexa estas urls ou não lê mais do que n-parâmetros. Isso é falso.

Todavia, do ponto de vista da optimização, as urls estáticas ainda detêm vantagens significativas: elas convertem melhor nos SERPs, podem mais facilmente incorporar palavras chave e sugerir texto âncora “óptimo” e mais fáceis de partilhar.
Se ainda não estão convencidos podem ler mais no Seomoz blog.

Porquanto que eu acredite que a intenção da entrada seja a de evitar problemas de indexação ao Google e que muitos webmasters dêem tiros no pé com urls mal formatadas o Google está a semear inutilmente a confusão e a dificultar a vida aos rivais. Neste caso a inércia também trabalha para o Google.

Seria muito mais simples dizer “se não vão fazer as urls estáticas correctamente, deixem-nas como estão, que nós as indexaremos”.

SEO Flash: Google lê ficheiros .swf

Afigura-se para breve o fim das dores de cabeça de muitos webdesigners que pretendem construir sites em flash e fazer SEO simultaneamente. A Adobe anunciou ontem uma nova tecnologia que permite aos motores de busca indexar os conteúdos dos ficheiros e sites feitos em Flash.
O Google, e em breve, também o Yahoo, vão indexar os sites construídos em flash. A Microsoft Live Search/msn, que detem a tecnologia rival Silverlight, foi compreensivelmente deixada no escuro pela Adobe.

Indexar sites em flash é há muito motivo para preocupações e existem várias soluções que contornam o problema, como sejam diversas técnicas de substituição, de execução difícil e por vezes arriscada. O Google desenvolveu também técnicas próprias para extrair conteúdos e links de sites em Flash mas os resultados têm deixado muito a desejar. A maior parte dos sites em Flash têm tido reduzida visibilidade nos motores de busca.

Contudo, esta nova tecnologia não é a panaceia que vai resolver os problemas de optimização do flash com um toque de mágica. Os designers precisam de optimizar, e isso implica desenhar também os sites para os motores de busca: apenas uma pequena parte dos conteúdos em flash são palavras. Mais, deve haver preocupação em catalogar devidamente o site (uso correcto de título, títulos, texto âncora dos links, etc.)

Um problema que esta tecnologia ainda não resolve é permitir aos webmasters e bloggers ligar para páginas do site que não a principal, no caso de sites em flash. A impossibilidade de criar links para páginas internas continua a ser uma omissão grave.

O que é Optimização, afinal de contas?

optimização Numa entrada anterior perguntei aos leitores do Marketing de Busca o que entendiam por optimização, convidei-os a partilhar as suas visões e prometi acrescentar minha definição.

As respostas dos leitores parecem-me representativas do universo dos leitores deste blog.


Alguns leitores vêem a optimização como uma tarefa contínua. A comparação com um Tamagochi do Pedro é particularmente feliz (que é feito das plantas que precisam continuamente de água e e energia para viver?) Vários leitores aludem aos aspectos técnicos o e diversos procedimentos necessários para optimizar sites.

O Jorge e o Toni chamam a atenção que optimização significa optimizar para o Google. Acontece em mercado monopolistas.

Sem surpresa, o Bruno compara a optimização a relações públicas online num extenso artigo que vale a pena ler com atenção.

O Paulo preferiria que a optimização não fosse necessária, opinião que será partilhada por muitos leigos. O João acha que é como brincar ao gato e ao rato, com queijo. O queijo serão os segredos de que fala o Ninja ou os resultados?

Mais próximo da minha perspectiva, o Nuno fala em conversões: ao poder da optimização reside em lançar tráfico auto seleccionado em direcção a um site. Mas se o site não converter de pouco ou nada vale optimizar.

Altura para inserir de novo a citação de Matt Cutts:
“Web spam is when somebody tries to cheat or take shortcuts so that their Web site shows up higher [in search results rankings] than it deserves to show up“.em>

Ou seja, a prazo se um site está posicionado nos resultados e não merece essa posição, porque não satisfaz as expectativas dos visitantes (= não converte) acabará por ser ultrapassado por outros com resultados mais satisfatórios; algo que eu a maior parte dos SEOs há muito que assimilou e que os motores de busca vão incorporando nos seus resultados.

Para mim optimização não se trata apenas de técnicas para melhorar e acompanhar a visibilidade de um website nos motores de busca. É também encontrar as perguntas dos utilizadores para os quais o website em causa poderá disponibilizar soluções e apresentar as melhores respostas, melhores do que todas as outras.
Respostas merecedoras do primeiro lugar nos resultados.

Se deseja conhecer mais definições, o Shoemoney publicou recentemente respostas de alguns dos mais reputados bloggers no espaço do SEO.

Cuidados com links externos

Há algumas semanas perguntei a um blogger que sigo porque tinha sido o seu site banido do Google, se ele o sabia. Respondeu-me que tinha recebido um alerta na consola webmaster do Google – algum cracker tirou partido da instalação WP desactualizada e injectou uma série de links. Limpou o website e está de regresso ao índice, com sitelinks.

Há muito que se sabe que sites e páginas podem ser penalizados por ligarem para sites de spam, malware ou simplesmente vender links. Nesta discussão (via) um googler alerta para templates que distribuem links de rodapé, escondidos e até para sites de malware, muitas vezes disfarçados.
Muitas das vezes o Google o Google tolera a presença de alguns destes links porque assume o webmaster e blogger como inocente – apenas parte dos bloggers estão familiarizados com lado menos claro do SEO.

A recomendação é para linkar para sites que contribuem para enriquecer a experiência dos nossos visitantes. Da mesma forma que os nossos visitantes apreciam recomendações de visita que acrescentam valor à sua navegação também os motores de busca valorizam bons links externos.

Definições de Optimização para Motores de Busca

Todos sabem, ou quem lê o Marketing de Busca saberá, o que é otimização para motores de busca. No entanto, será o leitor capaz de a definir?

Este fim de semana, após algumas leituras interessantes, dei por mim a questionar a minha própria definição, e estou ainda no processo de assentar ideias. Optimizar para os motores de busca é hoje, para mim, um conceito mais abrangente do que o era há uma semana atrás.

optimização para motores de busca Antes de avançar com a minha perspectiva vou recorrer à sabedoria das multidões: desafio os leitores do Marketing de Busca a contribuirem com as suas próprias opiniões.

O que entende por optimização para motores de busca? Como é que a optimização entra no seu trabalho, no dia a dia ou nos seus tempos livre (alô bloggers). Tem-na por uma bênção ou como uma maldição? Uma tentação? Preferiria que os motores de busca fossem indiferentes à optimização?

Convido-o a partilhar as suas respostas no espaço dos comentários ou no seu próprio blog. Na próxima semana citarei aqui as respostas, as quais desde já agradeço.

Quando o melhor é ignorar as meta tags

As meta tags continuam populares entre os iniciados ao SEO apesar da sua quase irrelevância. É muito boa ideia colocar uma meta tag description em cada página, ou pelo menos nas páginas mais importantes, mas apenas se essa descrição for única e relacionada com os conteúdos da página.

Por vezes, quando não se sabe o que se faz, o melhor é ignorar as meta tags:

meta tags para De Trivela

Uma má descrição pode custar visitas. Sei do que falo, já aqui introduzi por engano uma meta description para todas as páginas…

SEO: O que é Search Engine Optimization?

De que se fala quando nos referimos a SEO? O SEO, acrónimo de Search Engine Optimization é, grosso modo, o conjunto de boas práticas para a indexação de sites nos motores de busca.

seo

Search engine optimization (em português optimização para motores de busca) é um processo que visa melhorar a quantidade e a qualidade dos visitantes para um site através dos resultados naturais (também conhecidos como orgânicos.) O SEO é parte do Search engine Marketing, que para lá do SEO, se preocupa também em posicionar os sites nos resultados pagos. Pode-se por isso falar no SEO como a actividade do Search Marketing que atrai visitantes “gratuitamente“.

Existe uma correlação positiva entre posicionamento de um site nos resultados de busca e a quantidade de visitantes que chegam através dos resultados da mesma busca no Google, Sapo, Yahoo ou qualquer outro motor de pesquisa: quanto melhor o posicionamento, maior o número de visitantes.
Essa relação tende a ser não linear: estudos demonstram que os primeiros resultados recebem mais de metade dos visitantes que efectuam uma dada pesquisa.

O search engine optimization leva em linha de conta o funcionamento dos algoritmos que ordenam os resultados de busca e a forma como os visitantes efectuam as suas buscas, bem como a forma como estes interagem com a página (se os visitantes clicam imediatamente no botão de “voltar” então há alguma coisa que está mal) na optimização de um site.

O Algoritmo

Os motores de busca, particularmente o Google, dedicam boa parte dos seus recursos ao desenvolvimento e aperfeiçoamento dos algoritmos que ordenam os sites por suposta ordem de relevância. Esses algoritmos são mantidos em segredo até ao limite e, embora cada possível alteração seja imediatamente inspeccionada por centenas de sites como este, o conhecimento exacto do seu funcionamento é do conhecimento de um grupo reduzido de privilegiados.
É esta constante busca da perfeição dos motores de busca que faz pulsar a indústria da optimização: o conhecimento de ontem será amanhã insuficiente para posicionar sites em ambientes competitivos.

O papel dos visitantes

De que serve colocar o site no primeiro lugar do Google para uma dada pesquisa se ninguém faz esta pesquisa? Ou se os visitantes que atrai regressam frustrados à página de resultados por não encontrar a informação que pretendem?

O estudo das keywords (palavras-chave) procura antecipar e solucionar este problemas: que termos são utilizados nos motores de busca, quais as palavras chave relevantes para o site e, importante, quais os mais efectivos. Mais do que conquistar muito tráfego, o objectivo do SEO é o tráfego de qualidade.

Como fazer Search Enigne Optimization

Um processo que me parece particularmente efectivo consiste em organizar as tarefas do seguinte forma:

  • Análise geral do site: meio envolvente, concorrência, posicionamento da marca.

  • Análise de keywords: estudo das palavras chave mais adequadas ao site e efectivas na prossecução dos objectivos do site (vendas, clicks, difusão de uma mensagem, subscrição, etc.)
  • Optimização do site: por forma a que o site esteja alinhado com o algoritmo dos motores de busca é muitas vezes necessário modificar o código das páginas, a estrutura e até os conteúdos do mesmo.
  • Link Building: submissão do site a directórios e outros sites; desenvolvimento de estratégias que visam captar a atenção de webmasters.
  • Acompanhamento do site: fazer a análise das estatísticas de acessos, acompanhar os progressos do site nas páginas dos resultados das buscas, rever o que poderá funcionar melhor, fazer testes comparativos e actualizar o site para acompanhar a constante evolução dos motores de busca.

É importante frisar o último ponto: search engine optimization é um processo continuo e demorado cujos benefícios resultam de um trabalho cuidadoso e diligente.

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