Sitelinks numa linha dos Serp

O leitor já deve estar familiarizado com os habituais sitelinks nos resultados do Google, Yahoo ou Live. São links que surgem associados a determinadas buscas, normalmente naqueles em que as keywords estão fortemente associadas a um site (ex: marketing de busca).

Esta semana o Google introduziu uma novidade que vem democratizar o uso dos sitelinks a outros resultados; os sitelinks numa linha:

sitelinks em linha

Os sitelinks são efectivamente uma linha extra nos serp e poderão surgir associados a vários sites na mesma página. O que é que podemos fazer com a linha (os sitelinks?)

Pode-se optimizar o texto âncora das páginas e poderá em breve bloquear sitelinks indesejados. Para tal basta entrar no Google Webmaster tools e seguir este caminho:

Dashboard > Links > Sitelinks

Resta saber em que tipo de buscas surgirão estes sitelinks e quão frequentes serão.

O melhor posicionamento nem sempre é aparente

Por vezes não fazer nada pode ser boa política. Hoje trago-vos uma história fictícia com base numa notícia recente e que demonstra como as soluções mais simples requerem um conhecimento profundo.

small and bigUma certa pequena e quase desconhecida empresa partilhava parte do seu nome, e logo a parte mais distinta do nome, com uma organização multinacional gigantesca. Procurando pelo nome desta nos motores de busca era impossível encontrar o site da primeira, ainda que fosse essa a parte mais significativa da sua denominação.

A presidente da pequena empresa via nisso um problema sério ao desenvolvimento das actividades da mesma e pediu ajuda a três especialistas em marketing.

O primeiro sugeriu que a pequena organização comprasse anúncios no Google e Yahoo. Sempre que alguém procurar pelo nome da organização encontrará um anúncio nosso. Mesmo que não saiba de nós, terá oportunidade de nos conhecer, explicou. Quando lhe foi perguntado pelo custo respondeu “Se for para todas as buscas será uma pequena fortuna”. A presidente não gostou muito.

O segundo sugeriu uma forma de contornar o problema: muda-se o nome da empresa e voilá, problema resolvido. A presidente não desgostou da ideia mas estava apreensiva. O nome tinha a sua própria história de séculos e fazia parte da identidade dos membros da organização. Todavia, aceitou colocar a questão a votação.

O terceiro explicou que o problema não estava no nome mas no posicionamento do seu site: Os seus clientes procuram pelos nomes dos seus produtos; é para esses termos que deve posicionar o site nos motores de busca. Para mais, o site não tem sequer versão em língua inglesa – muitos dos clientes são estrangeiros, recordou.

«E paga-se ao clique?», perguntou a presidente. Não, os cliques são gratuitos. Vai é dar bastante trabalho e demorar algum tempo a posicionar o site, sobretudo para os termos mais competitivos. A presidente explicou que nesse caso já não estava interessada por aí além e desabafou: Se não mudar-mos de nome teremos de pagar ao Google.

O marketeiro ia para explicar que o site estava em primeiro no google para o seu nome completo, e que o nome era tudo menos um problema, mas deteve-se: “Está realmente disposta a mudar o nome?… Isso dava uma excelente história, se esquecêssemos o que eu lhe disse.”

A ficção termina aqui, embora ela se possa confundir com a realidade nas mentes mais conspiradoras:

The French town of Eu is planning to change its name after failing to attract potential tourists on the internet.

[...]
Marie-Françoise Gaouyer, the local mayor, now has two options – to pay internet giants like Yahoo and Google thousands to put the town at the top of all “Eu” searches, or change the town’s name.

[...]
The mayor, who believes tourism revenues are down by as much as a third because of the town’s current name, now wants all of the alternatives put to the local population of some 8,000 in a referendum.

O site é tal como está acima descrito: apenas em francês, orientado à informação sobre esta vila normanda, surge em primeiro lugar para uma busca por ville d’e Eu (e com sitelinks.)

Quem sabe de SEO compreende que o problema não está no nome da vila. Sabendo que esta história foi republicada e o site da vila linkado em dezenas de publicações é fácil dizer que, por vezes, a melhor optimização passa por ignorar as tags e fazer relações públicas.

Ou que a ignorância pode ser uma benção, até nos motores de busca.

Anúncios do Sapo ou Adwords?

anuncios sapo A PT aliou-se recentemente aos principais grupos de media nacionais para uma rede de anúncios de texto transversal a todos os sites e publicações dos respectivos grupos.

Com esta mudança saem a ganhar os anunciantes que podem colocar anúncios em todos no sapo e nos principais sites de conteúdos portugueses através de uma única plataforma e ganham os produtores de conteúdos que dispõem de um maior leque de anunciantes e de maior controlo sobre os anúncios que publicam.

Para saber mais leia as minhas respostas no webismo e veja a notícia do anúncio.

Anúncios do Sapo ou do Google?

Não sei se é intencional, mas ocorreu-me que o posicionamento enquanto alternativa ao adwords é bastante engenhoso por parte dos anúncios do Sapo. Todavia, tal não fará grande sentido.

adwordsBasta lembrar que 94% das buscas feitas em território nacional são do Google.

E que as principais publicações nacionais estão na rede do sapo.

Corolários:

=> O anunciante que deseja anunciar nos resultados de busca não tem forma de fugir ao Adwords. O Sapo terá 5% do mercado de busca.

=> O anunciante que pretende publicar anúncios de texto contextuais junto das principais publicações nacionais terá que usar os anúncios do Sapo.

=> O anunciante que queira publicar anúncios num lote diversos de sites, incluindo blogs, publicações de nicho e outros generalistas poderá optar entre o Adwords e os anúncios do Sapo.

p>Sobretudo para pequenos e médios anunciantes, a escolha continua a ser muito limitada, apesar desta iniciativa da PT e dos grupos de media.

PS: Com esta concertação de vontades dos grupos de media não percebo porque, em vez de se queixarem do Google, os jornais não acabam com o Google News Portugal.

Sim, escrevi acabar; sem as notícias destes meios o Google News perde todo o interesse. Existe até um serviço externo que poderia substituir com sucesso o GNews, se os jornais o quisessem comprar (eu devia pedir uma comissão por coisas destas ;).

Previsivelmente irracionais

A esta hora provavelmente o leitor já sabe que na tarde de sábado os resultados do Google exibiram, durante quase uma hora, alertas aos utilizadores “Este site pode danificar o seu computador”,

Nesse período, quase 100 visitantes chegaram a esta entrada à procura por informações sobre o alerta do Google. Destes, apenas uma pequena minoria chegou pelo Google. Cerca de três quartos dos visitantes chegaram através do sapo, yahoo, live/msn e até do altavista.

Quem presta atenção aos motores de busca sabe que normalmente é ao contrário. A esmagadora maioria dos visitantes chega pelo Google. Esta informação espicaçou a minha curiosidade e tento agora perceber a racionalidade dos utilizadores.

Quem procurou no Google terá rapidamente percebido que todos os sites estavam “marcados”. Uma abordagem racional rapidamente permitiria concluir que se todos os sites estavam marcados então provavelmente os avisos seriam inúteis, correcto?
No entanto, muitos poucos se atreveram a clicar nos resultados ou a continuar após a página tampão do aviso [há uma página intermédia do Google que avisa o utilizador de possíveis consequências em continuar.]

Frustrados com a provação dos resultados do Google muitos visitantes terão encontrado nos outros motores de busca uma solução mais cómoda, sacrificando a familiaridade e qualidade associada aos resultados.

Será a comodidade a única explicação para esta súbita mudança de comportamento? Depois de ter lido durante a semana Predictably Irrational, provavelmente o melhor livro que li nos últimos anos, eu atrevo-me a sugerir que há nesta mudança algo de irracional (e previsível): os utilizadores não avançam perante o duplo aviso do Google não porque acreditem no aviso ou por comodidade mas porque há algum mecanismo de defesa em funcionamento que os impele a procurar outras soluções.

predictably irrational

No fundo, nunca será possível eliminar completamente aquela pequena dúvida que subsiste: e se este site está realmente infectado? O utilizador prefere estar paz com a sua consciência na certeza do desconhecido, perante a incerteza insolúvel.

E o que tem isto a ver com o marketing nos motores de busca? Muita coisa, mas por agora é apenas um pretexto para vos convencer a dar uma olhadela ao livro, às suas conclusões e a um interessante série da da BBC, The people Watchers, de onde foi extraído o seguinte vídeo:

You need to a flashplayer enabled browser to view this YouTube video

No pbwiki há um resumo do livro. Para mim foi o suficiente para me convencer a comprar.

O SEO de Obama

Hoje e nos próximos dias surgirão múltiplas histórias nos media e blogs sobre o papel instrumental do marketing inovador, particularmente o marketing digital, na campanha, recolha de fundos e presumível vitória de Barack Obama.
Haverá até quem diga, com uma pontinha de exagero, que Obama reescreveu a regras da publicidade!

Algumas das lições do marketing desta campanha estão listadas nesta entrada do Seth.

Os motores de busca foram um dos campos de batalha: ambos os candidatos compraram anúncios para temas relevantes para os seus eleitores e nas suas áreas de relevo. A presença nos resultados orgânicos não foi descurada e veja-se a primeira página dos resultados para o nome do candidato democrata (captura de 12 de Outubro, resultados para um utilizador nos EUA*.)

obama nos serps

Captura (tamanho original aqui) para uma busca por barack obama e que já tinha partilhado na minha conta do Twitter.

Na altura Obama tinha 6 dos seus sites na primeira página dos resultados (a captura lista 20 resultados), o que é um feito assinalável, atendendo ao peso e reputação de sites dos media que ficaram para trás.

Outro feito notável, e desta terão de confiar na minha palavra porque me esqueci do site onde encontrei a informação, foi a gestão de reputação nos resultados do senador do Illinois: Obama utilizou alguns dos seus sites e subdomínios para responder às críticas e, servindo-se da autoridade dos seus sites, posicionou-os nos resultados de forma a que as suas respostas e ideias fossem as primeiras que os visitantes e eleitores encontrassem nos resultados.

*Os resultados no Google são hoje, por motivos evidentes, diferentes do que eram há um mês atrás e diferem consoante a localização geográfica e o site do Google acedido.

O Google faz bem ao cérebro?

Quando há uns tempos se debateu se o o google nos está a tornar estúpidos estava ainda longe de imaginar que seria a ciência a contradizer a argumentação de Carr.

Neurocientistas da Universidade da California descobriram que procurar na internet exercita mais a mente do que ler e é similar a completar um puzzle ou palavras cruzadas.

Brain scans showed that going online stimulated larger parts of the brain than the relatively passive activity of reading a novel or non-fiction book.

It was so stimulating that the authors of the study believe it could actually help people maintain healthier brains into their old age.

“The study results are encouraging, that emerging computerised technologies may have physiological effects and potential benefits for middle-aged and older adults,” said principal investigator Dr. Gary Small, a professor at the Semel Institute for Neuroscience and Human Behavior at University of California.

“Internet searching engages complicated brain activity, which may help exercise and improve brain function.

Artigo no Telegraph. Obviamente que não é o Google que nos fará mais espertos, mas vale a pena argumentar nesse sentido?

Vagina (Serviço Público)

VAGINA

Inpirado nesta entrada do Marco resolvi criar a minha própria página de resultados do Google para o Magalhães.

vagina

Participe também! Ao linkar esta página no seu blog estará a contribuir para que as nossas criancinhas não encontrem “páginas impróprias” ao procurar no Google por “Vagina“.

E-Traffic Manager

Esta entrada é da autoria do Christophe Matos. O Christophe é E-Traffic Manager e aceitou o meu convite para apresentar aos leitores do MB uma das funções mais recentes criada no seio das organizações com visão.

O E-Traffic Manager, como o nome indica, é responsável pelo tráfego do website da empresa.

Fui convidado a abraçar o projecto na La Redoute Portugal, desafio esse que aceitei de imediato face a inovação e pertinência com as tendências do marketing actual. De um dia para o outro, o Google e os Adwords passaram a ser os meus melhores amigos, e o Excel o meu braço direito. Em conjunto com a nossa agência, fiquei responsável pela monitorização de campanhas on-line, referenciamento pago, gestão de rede de afiliados, e prospecção on-line.

Quem estudou marketing como eu, sabe que a bíblia dos nossos professores, o Mercator, preconiza que a comunicação divide-se em meios Below e Above-the-line. Esse conceito já morreu, e as empresas que não lhe fizeram o luto dificilmente terão futuro. Uma organização de hoje tem que dividir a sua comunicação em meios On-line e Off-line. A aposta da La Redoute num E-Traffic Manager nasce dessa tendência.

Um bom E-Traffic Manager tem que ser amante de SEO, comunicação/publicidade, e novas tecnologias. Tem que ter óptica de Marketing e ser o que o que o livro “Tipping Point” chama de Mavens: Alguém que conecta pessoas via o conhecimento, criando e alimentando tendências. Um bom exemplo de Mavens é o nosso amigo António Dias.

Portugal não é um país fácil para ser E-Traffic Manager de um site de e-commerce. A maturidade dos cibernautas ainda é reduzida o que complica o poder negocial das organizações com certas plataformas de afiliados, por exemplo. A nossa rede peca ainda pela falta de oferta e aposta on-line. Ainda existe o receio psicológico da compra e a prospecção de clientes vê a sua missão complicada.

O segredo está no lado emocional. Apostar na aproximação ao cibernauta num contexto onde a distância está incrementada. Vender on-line não nos impede de “mimar”. É fundamental habituar os Webmasters a criar ambientes de venda específicos ao alvo e ao mercado. Quem não se lembra de ir ao Continente e encontrar num mesmo espaço saladas, cereais e um pouco mais longe, televisões, sapatilhas e bolas de futebol. Hoje temos a Worten, a Modalfa e a SportZone. Essas iniciativas devem-se a necessidade de criar climas específicos à compra e aumentar os índices de confiança dos consumidores no local de venda. O que aconteceu nas lojas off-line há 10 anos terá que acontecer nos ambientes WEB.

Resumindo um E-Traffic Manager tem que aliar a parte racional e emocional do seu cérebro. A sua função não se resume a aumentar tráfego no seu site, mas sim a aumentar o tráfego qualificado e ajudar a criar clima para transformar visitas em vendas. Para tal, não chega ser o rei do Excel e medir ao dia-a-dia o retorno das suas estratégias de referenciamento pago. É essencial estar atento às tendências de hoje e alimentar a sua criatividade com informação.

Aproveito para agradecer a o António Dias pelas dicas do dia-a-dia. Este blogue é o rosto das tendências de marketing de hoje: We use people to find content, and we use content to find people.

Christophe Matos

“Jogos Olímpicos Pequim 2008″ nos SERP

Se ainda não se deram conta, a homepage do Google tem um logo diferente todos os dias, durante os jogos olímpicos de Pequim 2008. Este é o doodle de hoje:

doodle do google: jo pequim - ping pong

O logo liga durante todo o evento, os resultados desta busca: “Jogos Olimpicos Pequim 2008“. Estar bem posicionado para esta busca poderá significar alguns milhares de visitantes por dia.

No entanto, nenhum dos principais sites noticiosos portugueses se preocupou em posicionar nessa página. É para mim incompreensível que, em 2008, os grandes grupos dos media estejam ainda completamente a leste deste pequeno pormenor.
Alguns criaram até secções especiais nos seus sites para os jogos olímpicos. É o caso da RTP. Mais caricato do que a inexistente promoção para os motores de busca é a descrição da página da RTP para o evento nos resultados:

jogos olímpicos de pequim 2008

Tal como a RTP, também muitos webmasters se esquecem que ao bloquear os visitantes com IPs estrangeiros estão também a bloquear os motores de busca. Para dar uma ideia do tráfego que os jogos olímpicos de Pequim podem gerar atentem neste gráfico:

jogos olimpicos de pequim 2008 - Estatisticas de visitas
(imagem do Tolnetwork gráfico do site jogosolimpicospequim.com.)

They’ve got no Cuil…

Já tardava. Há vários meses que não é lançado nenhum motor de busca para rivalizar com o Google e logo a seguir cair no esquecimento. Esta semana coube a vez ao Cuil anunciar ao mundo que vai fazer frente ao golias Google. Toda a gente gosta de uma boa história, particularmente quando parece credível e este David preparou-se bem: diz já ter um índice de 120 mil milhões de páginas, alegadamente três vezes maior do que o do Google. Yeah, right…

Dizer que sou um pouco céptico é pouco. Sei que Cuil fez apenas o seu papel tentando tirar o melhor partido da breve atenção de que dispõe para capitalizar a simpatia e o seu interface inovador (já conhecem o quintura? Muito mais interessante IMO.)

Pode até ser que os resultados em língua inglesa sejam satisfatórios, mas quando se trata do português os resultados são uma bela porcaria:

marketing de busca no cuil

Se estão à espera de anunciar o “próximo Google” cá vai uma boa clue: provavelmente não será anunciado enquanto motor de busca.

(E sim, a publicação no blog vai continuar em ritmo de férias por mais algumas semanas… Desejo de boas férias para todos os leitores.)

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