Os links para o Público…

Este gráfico dos links dos blogs para os principais meios de comunicação nacionais fala por si. Os links para o Público superaram as minhas expectativas mais optimistas:

Twingly no Público

Twingly no Público

Note-se que foi precisamente em Março que o Público anunciou links para blogs nos seus artigos. Na altura, o João José comentava acertadamente Devias ter colocado este artigo na categoria “SEO”.

O Público soube conquistar a atenção dos bloggers e, através destes, dos seus leitores. Note-se que nas suas páginas surgem apenas parte dos links, isto porque frequentemente os seus artigos são citados em mais do que cinco blogs. Saiba ainda que os “links” do público não têm qualquer influência no posicionamento do Google ou em outros motores de pesquisa.

Depois de o António Granado ter partilhado este gráfico a concorrência não tem nem tempo nem desculpa para não seguir o exemplo do Público.

O valor relativo de um link no blogroll

Quanto vale um link no blogroll de um blog para subir no Google? Ou no rodapé de um sítio? Muito pouco, a fazer fé no que é reportado nos blogs de SEO.

Nestas coisas há sempre um mas. Vejam os resultados de uma busca pelo nome de um dos blogs portugueses mais mediáticos no google.pt:

abrupto nos serps

Resultados do google.pt para abrupto

O sítio listado na quarta posição surge também na primeira página dos resultados quando a busca é estendida das páginas de Portugal à Web. E como conseguiu este sítio posicionar-se para esta palavra-chave?

Posicionando-se para “aumento abrupto do orgão …”? Não, a palavra-chave nem sequer se encontra no código do sítio.

Com um único link no blogroll de um blog!

Abrupto

Suposto link para o abrupto

O link não me parece uma qualquer recomendação sobre o site em si, antes reflexo da opinião do major-alverca.blogspot.com sobre o blog de J PP.

Este caso poderá lançar algumas pistas sobre a forma como as bombas do Google ainda poderão funcionar, apesar de o motor de busca ter há muito incluído nos seus algoritmo mecanismos para a sua desabilitação.

Isto, porém, não permite sugerir que os links sitewide sejam a solução mágica para subir no Google, que o seu valor não seja até bastante diminuto, e que a maior parte das bombas do Google não estejam condenadas ao fracasso.

É necessário atentar às circunstâncias particulares deste caso, particularmente no facto de não se tratar de serps exageradamente competitivos e de o link ser autêntico e antigo.

Mau serviço como táctica de link building

Um dos assuntos recorrentes nos blogues e fóruns são as queixas de empresas que prestam mau serviço ao cliente. Muitas empresas, sobretudo as mais sensíveis a questões de reputação, monitorizam o que delas é dito com intuito de agir rapidamente sobre a situação e desta forma minimizar os custos. Custos esses que podem ascender a milhares de euros.

Este comportamento de bloggers e membros de fóruns nem sempre tem os efeitos nefastos pretendidos pelos seus autores e pode, em determinadas situações, ter efeitos contraproducentes. Veja-se o relato que é citado no Seroundtable (tradução minha):

Aparentemente, um dos meus concorrentes enganou muita gente. Webmasters e membros de fóruns postam artigos como “Cuidado com xyz. Ficaram-me com meu dinheiro e nunca mais ouvi falar deles!” xyz é uma palavra chave extremamente criativa. O site de xyz é realmente muito mau para vender xyz, mas ainda assim eles aparecem em segundo nos resultados.

Na realidade, porque eles recebem esses links com esse texto-âncora eles podem enganar ainda mais gente!

Ao ligar para o site chamado xyz com o texto âncora xyz (o que é natural, é esse o nome do site) este vai ter melhor posicionamento nos resultados da palavra chave xyz (e termos associados) e dessa forma ser visto por mais pessoas que procuram por xyz. De certeza que não era essa a intenção de quem primeiro colocou as suas críticas.

Os motores de busca contam todos os links, cada qual com seu peso e medida mas indiferentes a se tratar de uma recomendação ou crítica.

Esta táctica poderá ser melhor explorada por algum site menos conhecido com um nome rico em palavras chave (como é o caso) e para o qual a reputação offline não seja importante.

Por isso, se o que pretende é alertar outros consumidores para a sua experiência negativa com alguma empresa tenha em atenção o texto âncora do link. E se o que se pretende é recomendar que evitem a empresa ou produto X o melhor será não ligar o respectivo site.

Na publicidade diz-se, em forma de desculpa pelas campanhas que correm mal, que não importa se falem bem ou mal desde que falem. A mim também não me ouvirão dizer que há maus links.

Vagina (Serviço Público)

VAGINA

Inpirado nesta entrada do Marco resolvi criar a minha própria página de resultados do Google para o Magalhães.

vagina

Participe também! Ao linkar esta página no seu blog estará a contribuir para que as nossas criancinhas não encontrem “páginas impróprias” ao procurar no Google por “Vagina“.

Nofollow: um mal necessário?

paranoiaNa última semana troquei vários emails com uma webmaster na tentativa de a convencer a incluir nofollow nos links externos que os utilizadores adicionam ao seu site.

Os comentários são uma parte importante do site e desde a semana passada os utilizadores registados podem criar links para páginas externas “relevantes” para o tópico.
Ela acredita que as defesas do sistema que previnem, por ora, a criação automática de contas por bots em conjunto com a verificação manual dos links serão suficientes para deter o spam.

Poderá deter as máquinas mas creio que seja suficiente para os spammers humanos. Estes, ao perceberem que poderão obter facilmente links de páginas com algum PR (algumas com PR4) publicarão textos inócuos e sem grande valor, apenas pelo pretexto do link.

Como vai ela definir uma bitola coerente para permitir determinados links e excluir outros? Ou vai manter todos para não se chatear, mas diminuindo a qualidade média dos comentários? Perde ela o tempo e perde o site valor. Usar o nofollow como último recurso perante abusos continuados poderá ter outros custos.

Veja-se o que se passou recentemente com Twitter: os utilizadores revoltaram-se com o facto de o Twitter deixar de permitir que estes incluam um link biográfico na sua página.

O problema está na mudança de trajectória: Se o Twitter tivesse desde sempre incluído o nofollow em todos os links externos esta polémica não existiria.
E é isso que me preocupa: ela tem um site formidável e os comentários são o coração do site (se eu pudesse deixava-vos aqui a url para que pudessem verificar) e quer premiar os membros. Todavia, arrisca-se a que esta generosidade lhe caia em cima, o que diminuirá a qualidade média do seu site e aumentará os seus custos com a manutenção do mesmo.

Propus-lhe que permitisse que os membros colocassem uma url na sua página de perfil. Quantos mais comentários mais links para essa página e mais “sumo” para o link do membro. only the paranoid survive Para desincentivar parasitas sugeri o nofollow por pré-definição, removido assim que o membro fizesse um número mínimo, a determinar, de contribuições.

Que vos parece, estarei a ser paranóico? O site cresceu muito recentemente e o atributo para ligar comentários externos ainda não foi utilizado.
Por outro lado, as palavras de Matt Cutts (chefe da unidade de webspam no Google) numa entrevista cujo link desgraçadamente não encontro, continuam a ecoar na minha cabeça: «Os webmasters devem antecipar como poderão os spammers abusar do seu site no futuro.»

Foi um twit que lhe deu

matt cutts no twitter

Um simples twit de Matt Cutts (imagem) foi desculpa suficiente para o Twitter barrar os poucos links externos no Twitter que ainda passavam sumo.
De certeza que o Twitter não se importa nada em canalizar o sumo apenas para as suas páginas e o barulho dos SEOs garantir-lhe-á, havendo necessidade, as simpatias de todos os utilizadores bem intencionados que abominam “esses spammers”.

O Twitter opta assim pela via mais simples em vez de tomar para si a função de crivo e partilhar com os seus utilizadores algum do valor que captura da presença destes. Não era preciso ser muito imaginativo para criar filtro que inutilizasse 99% das contas falsas.

Comprar domínios expirados pelos links?

Um dos prémios mais apetecidos por quem investe em domínios e trabalha com SEO são os domínios não renovados. Esses domínios têm normalmente algum tráfego, associado à actividade desenvolvida pelo anterior proprietário, links externos, poderão até ter um bom posicionamento nos motores de busca e ser valiosos para o link building.

Pela quantidade de links que angariam e pelo seu custo os blogues são um dos principais alvos dos exploradores: quem é que nunca regressou a um blog de que foi em tempos leitor para o ver cheio de links para sites de cupões, viagens ou mesmo p0rno?

O AEIOU deixou cair o domínio Ciberia.pt e o João José, rato, foi a correr registá-lo. Não sei o que ele vai fazer com o domínio mas tem já em seu poder uma marca reconhecida por muitos internautas, um domínio familiar e ligações em pelo menos 1800 páginas da web – o que lhe há-de garantir algumas visitas.

A este ponto o leitor já estará a fazer contas aos links: 1800 links, antigos, muitos de fontes reputadas, não serão propriamente o jackpot, mas constituem uma bela caçada. Infelizmente para o João (e eu não publicaria este post se não estivesse certo que no Google seguem owebkaput), o Google coloca os links do domínio a zero assim como, estou em crer, a idade do domínio. Comprar domínios expirados para o SEO não compensa, pelo menos se o Google poder aceder ao site antes da transacção estar concluída.

Não será bem começar de novo, mas é quase.

Linkbait bem feito

Há muito quem diga que link bait (isco, engodo de links) é um nome horrível, se bem que por vezes bem faça por o merecer. A ideia subjacente é meritória: publicar histórias que valham a pena ser partilhadas*. Promovê-las para que as pessoas as vejam. Facilitar a sua partilha (não foi à toa que o plugin que eu me interessei por localizar se chama “partilhar esta entrada.”)

Uma forma de conseguir links é apresentar a informação num formato que os utilizadores a possam facilmente partilhar: widgets, por exemplo.
O leitor gostaria de partilhar no seu blog a extraordinária “competitividade” nos preços praticados pelas três maiores petrolíferas? O Mais Gasolina tem um widget para si:


[Leitores de feed/PGeek: widget do maisgasolina.com]

O widget apresenta informação do interesse de quem se preocupa com o preço dos combustíveis: a audiência alvo do Mais Gasolina. Útil e relevante e, ainda por cima, gera links. Excelente.

Outra forma de linkbait são os trackbacks. A inclusão de trackbacks nas páginas dos sites oferece visibilidade a bloggers que comentam essa mesma página a partir dos seus blogues: normalmente um link de volta para a sua própria página com algum texto no espaço dos comentários, que o visitante interessado poderá seguir ou não, por exemplo:

trackback

Mais importante, o trackback poderá funcionar como um excelente incentivo ao link, como já percebeu o Público. Mais tráfego directo dos blogs, interesse dos bloggers pelos artigos do jornal, links e posicionamento nos motores de busca. Será o linkbait melhor do que chocolate?

No outro dia vi outro exemplo da adopção dos trackbacks como ferramenta para promover um site junto de bloggers: o Adegga oferece visibilidade aos bloggers que identifiquem os vinhos nas suas páginas através de um código próprio ou de um link.

Já a implementação deixa algo a desejar: julgo importante dar visibilidade à url do blog na página da Adegga em vez de um redireccionamento via um link interno do Adegga; o uso das frames é, na melhor das hipóteses, infeliz (um exemplo aqui).

*A história é absolutamente comovente, leia que não dará o seu tempo por mal entregue. O que mais me espantou foi o tempo que demorou para a história conquistar a atenção da blogoesfera: 3 meses. Se houvesse ali uns botões para submeter a história ao Digg, Stumbleupon ou Del.icio.us…

Link Bait a qualquer custo?

link bait no sunSeria uma cacha de sonho para qualquer orgão de informação que se preze por ser a fonte de notícias deste tipo: um puto de 13 anos usa o cartão de crédito do pai para mandar vir prostitutas e entretém-nas a jogar Xbox. O artigo, com todos os ingredientes de uma boa história viral, rapidamente chegou ao Sun e até à Fox News UK (vídeo em baixo).

No mundo virtual, ser a fonte de uma notícias destas pode representar milhares de visitas ao site – meio milhão neste caso. Melhor ainda, dezenas ou centenas de links que podem fazer subir as páginas do site nos resultados dos motores de busca. Existem técnicas de link bait precisamente para isto: pegar numa página ou artigo e promovê-la de forma a conquistar links. Na minha contagem 3600 e muitos links é efectivamente uma peça de link building viral.

Acontece que o puto nunca mandou vir as ditas, muito menos jogou Halo com elas. A notícia é falsa, admitiu-o o autor (a entrada foi entretanto apagada). Não foi a primeira peça de link bait obviamente fabricada nem será a última, embora esta confissão possa ter um custo para o seu cliente.

Deixo para os jornalistas a discussão sobre a verificação das fontes: obviamente que alguém na cadeia deixou o trabalho por fazer. Mas até que ponto é legítimo fabricar este tipo de histórias e colocá-las numa secção de um site onde historicamente foram apresentadas notícias verosímeis sem qualquer sinalização aos leitores?
O impacto da notícia seria provavelmente nulo se os leitores a soubessem falsa.

Se a maior parte dos cibernautas já se ressente, injustamente a meu ver, deste tipo de tácticas, porquê pregar mais uns pregos no caixão? Obviamente que não é o caixão de quem cria estas notícias, antes o da credibilidade da comunidade do marketing online. Há um dito “Não acredite em tudo o que lê na internet”? Será que doravante deveremos também desconfiar?

A venda de links chega ao The Economist

O David Naylor descobriu esta semana o The Economist a vender links na página principal, página essa com um PR 8:

venda de links

Nas páginas interiores os anúncios que surgem são de facto classificados, não os que se vêem acima. O único propósito destes links é o de influenciar os algoritmos dos motores de busca.

Confiariam os leitores da revista nas escolhas e julgamentos dos jornalistas da The Economist se a soubessem “trying to game the system” (sic)? Pela parte que me toca, não deixarei de a apreciar por causa desta “ofensa”, e a verdade é que Mais de 99,9% dos seus leitores jamais se aperceberão sequer da transacção.

Um casamento perfeito…
…até o Google os separar.

Os custos para Economist.com são relativamente baixos: um pequeno arranhão na sua reputação e possível perda de algum tráfego dos motores de busca, derivado de algum ajustamento manual por parte do Google . O site continuará a aparecer nos resultados porque o Google não se atreve a bani-lo, como fez em tempos com outras marcas conhecidas.

De acordo com os comentários, os compradores tiraram proveito nos resultados de busca – até o inevitável acontecer e o ardil ser desmascarado. Transacções desta natureza são necessariamente de muito curto prazo: requerem um site vendedor com grande autoridade (e visibilidade) e compradores em sectores sem grande moralidade – onde “toda a gente que é gente” compra links.

Este jogo do gato e do rato vai continuar se o Google não fizer tomar uma atitude mais firme, mais cedo ou mais tarde.

Vendes Links?

Volta e meia chega-me à caixa de correio mensagens de interessados. A minha resposta é sim, vendo links. Links com camisinha e informação aos leitores.

Obviamente que vender links aqui para influenciar os motores de busca seria uma tolice. Não o digo por causa dos delatores interessados em ver este site fora dos SERPs, das visitas que regularmente chegam dos escritórios do Google ;), ou por quaisquer considerações sobre a nobreza ou justeza desta actividade.

Digo-o por causa da reputação do blog, porque sempre aqui tenho defendido técnicas de posicionamento sustentáveis no presente e no futuro, e porque abordo o SEO como forma de criação de valor para todas as partes envolvidas. E aceitar links pagos com impacto a prazo (porque indistintos de outros links nas entradas) seria defraudar os leitores e todos aqueles que fizeram ou farão recomendações de leitura para o Marketing de Busca.

Next Page →