Os links para o Público…

Este gráfico dos links dos blogs para os principais meios de comunicação nacionais fala por si. Os links para o Público superaram as minhas expectativas mais optimistas:

Twingly no Público

Twingly no Público

Note-se que foi precisamente em Março que o Público anunciou links para blogs nos seus artigos. Na altura, o João José comentava acertadamente Devias ter colocado este artigo na categoria “SEO”.

O Público soube conquistar a atenção dos bloggers e, através destes, dos seus leitores. Note-se que nas suas páginas surgem apenas parte dos links, isto porque frequentemente os seus artigos são citados em mais do que cinco blogs. Saiba ainda que os “links” do público não têm qualquer influência no posicionamento do Google ou em outros motores de pesquisa.

Depois de o António Granado ter partilhado este gráfico a concorrência não tem nem tempo nem desculpa para não seguir o exemplo do Público.

O Zé no WP

Já devem saber que José Saramago, aos 85 anos, iniciou recentemente o seu blog.

O que talvez não tenham notado é que, não só o blog usa tecnologia wordpress ,como está alojado no wordpress.com, em serviço de mapeamento do domínio.

Os blogues não têm lições de ética a receber da imprensa

No outro dia, Miguel Esteves Cardoso disse na TSF que (os blogues) “têm um brio na apresentação, (…) têm uma educação entre eles, e uma ética que eu acho que nunca houve na imprensa portuguesa (…) os blogues estão muito à frente da imprensa.” (via Daniel Oliveira.)

Não estou certo que seja bem assim, mas conheço uma área onde os meios de comunicação poderiam aprender com os principais blogs: a publicidade.

Banners não sinalizados, links de patrocinadores disfarçados na navegação, links afiliados nas páginas e por entre os artigos. Sim, falo de links pagos à comissão ou por clique disfarçados nos conteúdos; e sim, falo dos sites de alguns dos principais jornais e rádios de Portugal.

Infracções ao Código de Publicidade

Comecemos pelos banners publicitários. Um aspecto curioso é a aparente dualidade na apresentação dos banners. Quase todos os sites que visitei sinalizam alguns dos seus banners com termos como “Pub” ou “Publicidade” enquanto outros são apresentados sem qualquer menção à sua natureza publicitária.

Qual será o critério? Será por o pagamento depender de uma comissão (links para sites de jogos) ou por se anunciar serviços do portal onde o site está alojado (clix)?

Pode-se argumentar que os visitantes já estão habituados a associar banners a publicidade, o que será provavelmente verdade, mas não explica o critério selectivo.

Também não satisfaz as regras a que estes meios de comunicação estão sujeitas no código da publicidade. O código, no seu artigo 8º, é taxativo:
A publicidade tem de ser inequivocamente identificada como tal, qualquer que seja o meio de difusão utilizado.

Links patrocinados avulsos

Uma prática bastante comum é a inserção de links publicitários no site. Não se tratam de links para aldrabar o algoritmo do Google, como fez em tempos o The Economist, mas de links para produtos e serviços. Veja-se este exemplo no topo do site do JN:

anuncio no site do jornal de noticias

anúncio do JN

O mesmo se passa com outros sites do grupo: DN, TSF, para citar os mais conhecidos. Já O Jogo prefere colocar o link no final do artigo:

Anuncio no jornal o jogo

Anúncio no jornal O Jogo

Será o vermelho uma forma de “identificar inequivocamente” a natureza desta recomendação?
O mesmo link surge no Record incluído numa discreta caixa de publicidade, de acordo com o citado artigo do código da publicidade.

Links na Navegação e Conteúdos

A Bola reformulou recentemente o seu site. Apontará o link em destaque na imagem para uma secção do site dedicada a um dos seus patrocinadores?

Link Afiliado no site d'A Bola

Link Afiliado no site d’A Bola

Não, não aponta. É um link afiliado que conduz os visitantes a um site de apostas.

Em matéria de links afiliados o campeão é a TSF: Nas páginas da rádio encontram-se links no topo, a barra lateral lista vários links afiliados, e, inacreditável, também há links afiliados nos artigos.

links afiliados na tsf

links afiliados no site da TSF – clique para aumentar

Os links na barra lateral e nos artigos são pagos ao clique e, pelo que pude verificar, não existe sequer na página qualquer declaração de interesses. Tais práticas foram recentemente criminalizadas no Reino Unido e, se ainda não o são em Portugal, devem sê-lo em breve uma vez que esta medida decorre de legislação europeia.

É verdade que o mesmo pode ser visto em alguns blogues e sites mas, que se saiba, em nenhum que reclame para si o estatuto de orgão de comunicação referência. Os sites que aqui refiro pertencem tão só aos jornais e rádios mais lidos e respeitados do país.

A Webdote e a Semântica

Segundo o Jornal de Negócios de ontem a WebDote andou a plantar comentários anónimos em fóruns, chats e blogs para um seu cliente. A empresa vende esta prática enquanto marketing viral, eu prefiro chamar-lhe spam:

O utilizador ‘online’ está sempre à beira de um click para sair. Se nos dirigirmos a ele como anunciantes de determinada marca ou projecto as suas resistências serão à partida maiores. Com uma fonte credível, amiga, é estabelecida à partida uma relação mais forte.

É apenas uma forma de evitarmos as resistências do interlocutor. Se o convite for feito por parte de um membro da comunidade é mais facilmente penetrável.

Note-se a contradição nas próprias palavras da própria empresa: a empresa justifica esta prática porque “Se nos dirigirmos a ele como anunciantes de determinada marca ou projecto as suas resistências serão à partida maiores“.
Mais adiante, e sobre a campanha Aqui há Selo para os CTT, declara não existir falta de ética na campanha que a Webdote desenvolveu para os CTT “porque o objectivo é levar as pessoas a conhecer determinado projecto e não publicitar nenhum produto em concreto.” Ou seja, a prática seria eticamente aceitável porque não nos estão a vender coisa alguma (o que é falso).

Obviamente que a Webdote sabe que o que faz é discutível, de um ponto de vista ético e até legal; e que uma vez expostas as suas campanhas isso poderá causar complicações aos seus clientes. Todavia, prefere chamar-lhe marketing digital e denomina-se até de “agência de marketing viral”.
É tudo uma questão de semântica.

Linkbait bem feito

Há muito quem diga que link bait (isco, engodo de links) é um nome horrível, se bem que por vezes bem faça por o merecer. A ideia subjacente é meritória: publicar histórias que valham a pena ser partilhadas*. Promovê-las para que as pessoas as vejam. Facilitar a sua partilha (não foi à toa que o plugin que eu me interessei por localizar se chama “partilhar esta entrada.”)

Uma forma de conseguir links é apresentar a informação num formato que os utilizadores a possam facilmente partilhar: widgets, por exemplo.
O leitor gostaria de partilhar no seu blog a extraordinária “competitividade” nos preços praticados pelas três maiores petrolíferas? O Mais Gasolina tem um widget para si:


[Leitores de feed/PGeek: widget do maisgasolina.com]

O widget apresenta informação do interesse de quem se preocupa com o preço dos combustíveis: a audiência alvo do Mais Gasolina. Útil e relevante e, ainda por cima, gera links. Excelente.

Outra forma de linkbait são os trackbacks. A inclusão de trackbacks nas páginas dos sites oferece visibilidade a bloggers que comentam essa mesma página a partir dos seus blogues: normalmente um link de volta para a sua própria página com algum texto no espaço dos comentários, que o visitante interessado poderá seguir ou não, por exemplo:

trackback

Mais importante, o trackback poderá funcionar como um excelente incentivo ao link, como já percebeu o Público. Mais tráfego directo dos blogs, interesse dos bloggers pelos artigos do jornal, links e posicionamento nos motores de busca. Será o linkbait melhor do que chocolate?

No outro dia vi outro exemplo da adopção dos trackbacks como ferramenta para promover um site junto de bloggers: o Adegga oferece visibilidade aos bloggers que identifiquem os vinhos nas suas páginas através de um código próprio ou de um link.

Já a implementação deixa algo a desejar: julgo importante dar visibilidade à url do blog na página da Adegga em vez de um redireccionamento via um link interno do Adegga; o uso das frames é, na melhor das hipóteses, infeliz (um exemplo aqui).

*A história é absolutamente comovente, leia que não dará o seu tempo por mal entregue. O que mais me espantou foi o tempo que demorou para a história conquistar a atenção da blogoesfera: 3 meses. Se houvesse ali uns botões para submeter a história ao Digg, Stumbleupon ou Del.icio.us…

Cuidados com links externos

Há algumas semanas perguntei a um blogger que sigo porque tinha sido o seu site banido do Google, se ele o sabia. Respondeu-me que tinha recebido um alerta na consola webmaster do Google – algum cracker tirou partido da instalação WP desactualizada e injectou uma série de links. Limpou o website e está de regresso ao índice, com sitelinks.

Há muito que se sabe que sites e páginas podem ser penalizados por ligarem para sites de spam, malware ou simplesmente vender links. Nesta discussão (via) um googler alerta para templates que distribuem links de rodapé, escondidos e até para sites de malware, muitas vezes disfarçados.
Muitas das vezes o Google o Google tolera a presença de alguns destes links porque assume o webmaster e blogger como inocente – apenas parte dos bloggers estão familiarizados com lado menos claro do SEO.

A recomendação é para linkar para sites que contribuem para enriquecer a experiência dos nossos visitantes. Da mesma forma que os nossos visitantes apreciam recomendações de visita que acrescentam valor à sua navegação também os motores de busca valorizam bons links externos.

O dístico Super Bock ou os anúncios Adsense?

É extraordinário que ninguém se tenha apercebido disto até hoje: o leitor Paulo Freixinho notou que a presença do dístico do Super bock Super Blog awards contraria os termos do Adsense, nomeadamente, onde se referem os conteúdos do site:

"Sites que exibem anúncios do Google não podem incluir:

(…)
Venda ou promoção de cerveja ou outras bebidas alcoólicas"

Não sei se o Google vai ou está sequer interessado em actuar, mas tenho poucas dúvidas que a presença do dístico no blog constitui uma forma de promoção de uma bebida alcoólica; é contrapartida directa pela possibilidade de ganhar algum dos prémio.

A presença do dístico oficial com link para a página oficial do concurso é condição obrigatória para a participação.

Público pisca o olho aos blogs

Demorou o seu tempo, mas os jornais portugueses parecem finalmente ter acordado para as potencialidades da colaboração com a blogoesfera:

As notícias do PÚBLICO na Internet passam a ter ligação directa para os blogues que as comentam, através de uma nova ferramenta que hoje entra em funcionamento. O objectivo desta medida é ajudar “na difusão das conversas que se geram na blogosfera sobre as notícias, tranformando os níveis de participação no próprio site”, explica um comunicado da empresa.

Colocada exactamente por baixo da fotografia, em lugar de destaque, uma pequena caixa dará conta do que se está a escrever na blogosfera sobre aquela notícia em concreto, aumentando as possibilidades de ligações entre os “bloggers” e o próprio jornal.

Público.pt

Esta é uma boa notícia para os bloggers que normalmente citam o Público e um incentivo suplementar para os que não o fazem; o link é válido para os motores de busca e está em local destacado com possibilidade de encaminhar tráfico. O que obviamente não garante que seja sempre assim, mas é um começo. Gostava de um dia ver os jornais a “citar” os blogs nos seus artigos, como já é feito lá fora, embora compreenda que o passo aqui será bastante mais ambicioso do que a adição de uma nova ferramenta ao website e uma pequena mudança no layout.

Notei uma falha no serviço, na canonização de urls: a página que ligo acima tem, de momento, 2 links para blogs ao passo que esta (tem a mesma url, acrescida de &idCanal=61) tem 3 links para outros tantos blogs e esta outra não tem nenhum. Não são páginas diferentes, a ferramenta trata-as como tal.

Actualização: Gostaria de poder de dizer que estava com os copos quando escrevi que o “link é válido para os motores de busca”, mas foi apenas um cheirinho no café… Seria bom demais para ser verdade, e provavelmente uma fonte inesgotável de dores de cabeça para o jornal.

No artigo surgem até 5 links externos embebidos num javascript; havendo mais, como é o caso, os links menos relevantes segundo o algoritmo do twingly serão remetidos para uma página de trackback. O Paulo publicou uma faq sobre esta ligação do Público à blogoesfera.

Para ser justo, o Público está a colocar a fasquia bem alta no que toca ao relacionamento dos media com os blogs, que não os acolitados. A maior parte dos jornais estrangeiros com ligações à blogoesfera fica-se por um discreto link para a página de trackback no technorati, listando as ligações ao artigo longe dos olhares da maioria dos seus leitores.
É também uma posição bastante mais confortável e o Público terá a noção dos riscos que assume ao abrir as portas das suas páginas aos blogues. Também pelo isso o Público merece o aplauso.

Eu, agressor, me confesso

Assim de repente, vêm-me à memória a Vodafone, a Superbock e o AEIOU, distintas marcas que neste blog “maltratei”.

Capa da meios e publicidade: defender as marcas dos bloguesA Raquel fez-me chegar esta palermice à minha caixa de correio:

As marcas estão agora mais expostas a ataques provenientes de blogues. Explicamos, num tema destacado na capa desta semana do M&P, que através de uma boa gestão, as marcas poderão tirar dividendos.”

Isto é o mesmo que dizer que as marcas têm de se defender dos seus clientes, como escreve o Paulo. É não perceber que a marca surge agora como manifestação das experiências com os produtos e serviços.

Deixo algumas sugestões para destaques futuros na M&P, que na linha do raciocínio subjacente, me parece perfeitamente legítimos:

- Como defender as marcas das agências de publicidade.

- Como defender as marcas do departamento de marketing.

- Como defender a Meios & Publicidade dos títulos imbecis.


Adenda: A capa alternativa da Meios & Publicidade enviada pelo dissidentex:

Meios e publicidade - capa alternativa

2 plugins de estatísticas essenciais para wordpress

Num tempo não muito distante os bloggers contentavam-se com a versão gratuita do sitemeter: um contador, informação sobre as últimas 100 visitas e pouco mais. Serviços como o Statcounter e sobretudo o Google Analytics (recomendados nas ferramentas SEO) subiram, e de que maneira, a oferta e continuamos ainda com os serviços gratuitos.

O WordPress, pela sua versatilidade, permite a configuração de extensões em minutos que permitem recolher informação importante sobre os nossos visitantes. Para os blogs alojados em domínio próprio existem dois plugins que tenho por fundamentais: o primeiro por ser prático e directo, o segundo pela profundidade na análise.


O plugin de stats do wordpress.com, o mesmo que é utilizado na plataforma wordpress.com. É este que consulto com maior frequência, o que me fornece as informações mais imediatas. Indica-me o número de vistas num dia ou período (mas não visitantes), as fontes de visitas, as principais palavras-chave nos motores de busca e por onde saem os meus visitantes. Recentemente passou a disponibilizar esta informação agregada e por isso sei que o feed do MB foi visto pelo menos 77 vezes por visitantes deste blog nos últimos 30 dias, e posso imediatamente verificar quantas vistas teve cada página durante os últimos 6 meses.

A página do plugin está localizada no painel de controlo do blog, para acesso imediato:
Estatisticas blogs wordpress

Demasiado imediato, dirão alguns ;)
O segundo plugin, é o ultimate google analytics. Se ficou impressionado com as capacidades do primeiro plugin o Analytics vai bastante mais longe na quantidade e qualidade da informação que lhe disponibiliza. Este plugin não só instala o código automaticamente nas páginas do blog como permite recolher informação sobre páginas de saída, downloads e cliques em emails. Ao contrário do primeiro serviço, que lista até 40 itens, o GA é bastante mais exaustivo e um must absoluto para quem deseja conhecer o comportamento dos seus visitantes.
Dica: para ver a informação sobre as páginas de saída/downloads filtrar as páginas vistas por outgoing/downloads (quem instala o plugin sabe do que falo).

Os leitores recomendam algum serviço ou plugin para estatísticas? Esta página do worpress lista dezenas de alternativas.

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