Facebook username: o seu perfil no Google

A partir do próximo sábado os utilizadores do Facebook poderão escolher um nome de utilizador exclusivo. O Facebook username será utilizado na url do seu perfil:

Em lugar das actuais url feias os utilizadores do Facebook poderão partilhar com os seus amigos urls limpas e óbvias. O Facebook username, tal como o Google profiles, vai ajudar os utilizadores a colocar e gerir o seu nome no Google (veja também redes sociais na gestão da reputação pessoal.)

Para prevenir os ocupas o Facebook está a limitar o facebook username aos utilizadores que tenham criado um perfil até ontem. Os novos terão de esperar. Mais informação no blog do facebook.

O Goooogle do Tetra

Os leitores que me conhecem sabem que eu não deixaria passar a ocasião: sepois disto o Google deveria ter este aspecto:

fcpoooorto

Se o caro leitor é adepto vai gostar do Dragaogle – o google do tetra.

O seu nome no Google

google cartao visita A partir de hoje ser encontrado na primeira página dos resultados do Google passou a ser mais simples.

Porém, tal não significa que o processo seja linear ou é sinónimo de gestão da reputação pessoal.

A gestão da reputação nos motores de busca é um dos temas favoritos deste blog, tendo sido alvo da primeira série de entradas (já lá vão dois anos) e do ebook.

O Perfil no Google

Para ter o seu nome nos resultados do Google terá de preencher o seu Perfil no Google: O Google anunciou que a partir de agora listará no fundo da primeira página dos resultados as ocorrências para a palavra-chave nos seus perfis.

Esta é uma medida sem precedentes do Google e prende-se com a necessidade deste de saber quem vocês são. Pela primeira vez o Google permite que sejam os utilizadores a influenciar directamente os serps, ainda que, tecnicamente, estes sejam uma espécie de pós-resultados.

O perfil na primeira página é uma espécie de engodo. O Google cede parte do controlo sobre os seus resultados desde que lhe dêem preferência para criar o vosso perfil e lhe dêem a vossa informação. Obviamente que perfil criado na concorrência não será listado…

Não é Gestão de Reputação

Um perfil listado no final da primeira página poderá bastar para a maior parte de nós que apenas quer ver o nosso nome no Google mas de forma alguma é suficiente para quem deseja ter controlo sobre a sua reputação.

Para começar os perfis são, por ora, exibidos apenas no Google.com – e para resultados em inglês.

Os resultados no final da primeira página de forma alguma serão suficientes para alguém que tenha uma presença mínima online. Outros resultados, os quais o sujeito poderá ou não afectar, podem surgir melhor posicionados – dependendo do nome.

perfis resultados google

Finalmente, o factor previsibilidade. À media que os perfis do Google se forem institucionalizando as quem procura informação ir-se-á aperceber que esses perfis estáticos existem para ser encontrados e não como decurso de um trajecto e manifestação da presença online. Pensem no vosso perfil no Facebook e no Twitter, como são alterados e evoluem convosco. Se é previsível será descontado.

Sitelinks numa linha dos Serp

O leitor já deve estar familiarizado com os habituais sitelinks nos resultados do Google, Yahoo ou Live. São links que surgem associados a determinadas buscas, normalmente naqueles em que as keywords estão fortemente associadas a um site (ex: marketing de busca).

Esta semana o Google introduziu uma novidade que vem democratizar o uso dos sitelinks a outros resultados; os sitelinks numa linha:

sitelinks em linha

Os sitelinks são efectivamente uma linha extra nos serp e poderão surgir associados a vários sites na mesma página. O que é que podemos fazer com a linha (os sitelinks?)

Pode-se optimizar o texto âncora das páginas e poderá em breve bloquear sitelinks indesejados. Para tal basta entrar no Google Webmaster tools e seguir este caminho:

Dashboard > Links > Sitelinks

Resta saber em que tipo de buscas surgirão estes sitelinks e quão frequentes serão.

Google, onde está o meu cheque?

snippets do googleO Google começou na semana passada a apresentar resumos mais extensos em algumas buscas. Provavelmente para benefício do utilizador, certamente para benefício do Google.

Estará o Google a abusar e merecerão os autores dessas respostas uma fatia das receitas? E, já agora quem divide?

Resumos mais longos nos resultados

Uma das melhorias apresentadas pelo Google na semana passada são resumos (snippets) mais longos para pesquisas com mais de três palavras, a chamada cauda longa das buscas.

Como poderão notar na imagem acima, em vez dos habituais 160 caracteres, os resumos são agora mais extensos – até 250 caracteres. Nas palavras do fundador da empresa cuja tecnologia está na base das mudanças

“The results to the query are displayed immediately in the form of expanded text extracts, giving you the relevant information without having to go to the website – although you still have that option if you wish,”

Há muito que o Google serve respostas nos seus resultados, experimentem procurar a hora (ver tráfego defensivo), fazer conversões e operações aritméticas.*

Esta mudança deverá ser bem-vinda pelos utilizadores uma vez que lhes permite pré-verificar quais das páginas lhes apresenta os resultados que procuram. E pode até ser que encontrem a sua resposta já nos resultados, ainda que possam visitar o website, parafraseando Ori, “if they wish”.

O que ganha o Google

Para o Google o que é bom para os seus utilizadores é bom para o seu serviço. Todavia, não se fica por aqui: ao servir as respostas directamente nas suas páginas o Google está a diminuir o número de visitantes que envia para os produtores de conteúdos – o que é legítimo já que pode fazer o que bem entender das suas páginas.

O problema está em fazê-lo graças aos conteúdos dos mesmos. E ao fazê-lo vai diminuir as receitas dos mesmos e, presumivelmente, aumentar as suas.

Não tenho nada a apontar que o Google sirva directamente as respostas com os seus conteúdos, embora me seja indiferente. Que sirva essas respostas com os conteúdos de terceiros ao mesmo tempo que passivamente desencoraja o clique é pisar o risco do “evil”.

Os webmasters podem fazer alguma coisa?

Os produtores de conteúdos não têm grande poder negocial. A febre de conteúdos ditou que a informação seja hoje uma comodidade. As receitas da publicidade são miseráveis e haverá sempre alguém disposto a aceitar menos do que o vizinho.

Isso não significa que estejam condenados a dedicar-se a outras artes, até porque poderá estar próximo o dia em que parte da web esteja inacessível aos robots do Google. Entretanto podem começar por estudar as implicações de tópicos relacionados, a outra mudança anunciada:

We’re also keenly aware that they have 2 major areas of interest at Google (search wise) – behavioural targeting and context/concepts. This is in the paid search sector as well as the (cough cough) organic search. All of this means broader targeting processes

* Experimentem inserir uma soma ou multiplicação na caixa de busca do firefox (com o Google pré-seleccionado), tipo 332.88*2664, e terão o resultado como sugestão.

O melhor posicionamento nem sempre é aparente

Por vezes não fazer nada pode ser boa política. Hoje trago-vos uma história fictícia com base numa notícia recente e que demonstra como as soluções mais simples requerem um conhecimento profundo.

small and bigUma certa pequena e quase desconhecida empresa partilhava parte do seu nome, e logo a parte mais distinta do nome, com uma organização multinacional gigantesca. Procurando pelo nome desta nos motores de busca era impossível encontrar o site da primeira, ainda que fosse essa a parte mais significativa da sua denominação.

A presidente da pequena empresa via nisso um problema sério ao desenvolvimento das actividades da mesma e pediu ajuda a três especialistas em marketing.

O primeiro sugeriu que a pequena organização comprasse anúncios no Google e Yahoo. Sempre que alguém procurar pelo nome da organização encontrará um anúncio nosso. Mesmo que não saiba de nós, terá oportunidade de nos conhecer, explicou. Quando lhe foi perguntado pelo custo respondeu “Se for para todas as buscas será uma pequena fortuna”. A presidente não gostou muito.

O segundo sugeriu uma forma de contornar o problema: muda-se o nome da empresa e voilá, problema resolvido. A presidente não desgostou da ideia mas estava apreensiva. O nome tinha a sua própria história de séculos e fazia parte da identidade dos membros da organização. Todavia, aceitou colocar a questão a votação.

O terceiro explicou que o problema não estava no nome mas no posicionamento do seu site: Os seus clientes procuram pelos nomes dos seus produtos; é para esses termos que deve posicionar o site nos motores de busca. Para mais, o site não tem sequer versão em língua inglesa – muitos dos clientes são estrangeiros, recordou.

«E paga-se ao clique?», perguntou a presidente. Não, os cliques são gratuitos. Vai é dar bastante trabalho e demorar algum tempo a posicionar o site, sobretudo para os termos mais competitivos. A presidente explicou que nesse caso já não estava interessada por aí além e desabafou: Se não mudar-mos de nome teremos de pagar ao Google.

O marketeiro ia para explicar que o site estava em primeiro no google para o seu nome completo, e que o nome era tudo menos um problema, mas deteve-se: “Está realmente disposta a mudar o nome?… Isso dava uma excelente história, se esquecêssemos o que eu lhe disse.”

A ficção termina aqui, embora ela se possa confundir com a realidade nas mentes mais conspiradoras:

The French town of Eu is planning to change its name after failing to attract potential tourists on the internet.

[...]
Marie-Françoise Gaouyer, the local mayor, now has two options – to pay internet giants like Yahoo and Google thousands to put the town at the top of all “Eu” searches, or change the town’s name.

[...]
The mayor, who believes tourism revenues are down by as much as a third because of the town’s current name, now wants all of the alternatives put to the local population of some 8,000 in a referendum.

O site é tal como está acima descrito: apenas em francês, orientado à informação sobre esta vila normanda, surge em primeiro lugar para uma busca por ville d’e Eu (e com sitelinks.)

Quem sabe de SEO compreende que o problema não está no nome da vila. Sabendo que esta história foi republicada e o site da vila linkado em dezenas de publicações é fácil dizer que, por vezes, a melhor optimização passa por ignorar as tags e fazer relações públicas.

Ou que a ignorância pode ser uma benção, até nos motores de busca.

Anúncios no Google News

Depois de três meses de testes, o Google News lançou ontem anúncios no Google News:

anuncios-google-news

Notícia e captura SEW.

Por enquanto os anúncios apenas podem ser vistos nos EUA, é possível que no futuro eles surjam também noutras edições; será de antecipar algumas cautelas legais por parte do Google nalguns mercados europeus, onde os media se mostram mais agressivos.

Este é a deixa e tsmbém um convite para participar da animada discussão nos comentários da última entrada: Anúncios do sapo ou adwords?

Dois anos de Marketing de Busca

O MB tem 2 anos: já caminha, diz papá, mamá e SEO. Para ser honesto, o MB tem dois anos e uma semana, deixei passar a data (era dia 19…)

Nos tempos em que blogs eram blogs os aniversários eram celebrados ao minuto e esta falha não teria acontecido. Agora este tem dias: ora embala vertiginosamente numa sequência de posts compostos num curto espaço de tempo; ora se ressente da motivação para acompanhar os desenvolvimentos do mundo dos motores de busca e se torna naquela coisa que se faz depois do trabalho, do lazer e dos tuítes.

Nestes dois anos o Marketing de Busca conquistou leitores, um espaço próprio, muitos links e posicionamentos interessantes nos resultados do Google para keywords competitivas. O MB já foi referenciado nos jornais, o seu autor também e recebeu até propostas de emprego. Mais importante, o MB é hoje uma marca com um espaço e identidade próprios (leiam a próximo entrada para compreender a importância de branding.)

Porque sem vocês este blog não faria sentido e porque, ou como dizia o Seth, é um privilégio ser vosso anfritião, vou terminar esta entrada com alguns dos conselhos que deixei a uma leitora com “uma paixão enorme por webmarketing e SEO” e que pretende aprender mais. Esta é a versão longa da mensagem que lhe enviei:

A minha abordagem foi de tentativa e erro, um percurso lento e muito pouco recomendado. Escrevi-o numa das primeiras entrasdas: uma das minhas primeiras acções de SEO foi pedir aos meus contactos que clicassem no site da minha empresa nos SERPS para a fazer subir… Embaraçoso, eu sei, já lá vão uns 5 anos…

Li o seobook mais tarde, na altura já dominava mais de 90% do que o Aaron ensinava e ainda assim o achei bastante útil.

A quem se inicia recomendo que se decida porque (sub)área quer começar (seo, ppc, e-com, viral/social, aff., ) e que conheça essa área a fundo. Que seja inquisitivo e não tenha medo de pensar. E que leia sobre mkt, muitos dos que estão nesta área não têm um conhecimento profundo de mkt, por vezes nem sequer das suas bases.

Se quer começar pelo SEO aconselho a leitura dos guias do seomoz e posterior subscrição de um dos programas pagos (seomoz ou seobook, sendo que este último deve dar acesso ao seobook). Em adwords há alguns bons guias por aí e a possibilidade de treinar para ser um adwords qualified individual. Dos outros não poderei servir de muito mas, acima de tudo, e isto é fundamental, há que experimentar. Seja com um blog, um site, investir algum tempo num projecto. Que seja com paixão e vontade de criar valor.

Não há maneira de falhar, porque tudo o que vier será ganho.

Nota: Esta entrada vai propositadamente sem links. Descubram porquê.

Algoritmo do Google começa a pesar as marcas

É uma das actualizações mais importantes ao algoritmo pelo Google: recentemente várias marcas começaram a surgir na primeira página dos resultados para termos extremamente competitivos. O Aaron, no Seobook, tem uma entrada documentando muitas dessas mudanças:

serps health insurance
Exemplo das mudanças para uma indústria competitiva.

No final do ano passado Eric Schmidt, CEO do Google, tinha referido que as marcas eram importantes para o google:
“Brands are the solution, not the problem,” Mr. Schmidt said. “Brands are how you sort out the cesspool.”

Mais recentemente falou de busca semântica e relações de palavras, o que poderá ser uma pista para compreender este novo mecanismo.

É nestas alturas que dou graças por ter registado o domínio www.marketingdebusca.com, em vez de um super-duper-seo-ppc.com, por exemplo.
Até na URL Marketing vem primeiro.

Anúncios do Sapo ou Adwords?

anuncios sapo A PT aliou-se recentemente aos principais grupos de media nacionais para uma rede de anúncios de texto transversal a todos os sites e publicações dos respectivos grupos.

Com esta mudança saem a ganhar os anunciantes que podem colocar anúncios em todos no sapo e nos principais sites de conteúdos portugueses através de uma única plataforma e ganham os produtores de conteúdos que dispõem de um maior leque de anunciantes e de maior controlo sobre os anúncios que publicam.

Para saber mais leia as minhas respostas no webismo e veja a notícia do anúncio.

Anúncios do Sapo ou do Google?

Não sei se é intencional, mas ocorreu-me que o posicionamento enquanto alternativa ao adwords é bastante engenhoso por parte dos anúncios do Sapo. Todavia, tal não fará grande sentido.

adwordsBasta lembrar que 94% das buscas feitas em território nacional são do Google.

E que as principais publicações nacionais estão na rede do sapo.

Corolários:

=> O anunciante que deseja anunciar nos resultados de busca não tem forma de fugir ao Adwords. O Sapo terá 5% do mercado de busca.

=> O anunciante que pretende publicar anúncios de texto contextuais junto das principais publicações nacionais terá que usar os anúncios do Sapo.

=> O anunciante que queira publicar anúncios num lote diversos de sites, incluindo blogs, publicações de nicho e outros generalistas poderá optar entre o Adwords e os anúncios do Sapo.

p>Sobretudo para pequenos e médios anunciantes, a escolha continua a ser muito limitada, apesar desta iniciativa da PT e dos grupos de media.

PS: Com esta concertação de vontades dos grupos de media não percebo porque, em vez de se queixarem do Google, os jornais não acabam com o Google News Portugal.

Sim, escrevi acabar; sem as notícias destes meios o Google News perde todo o interesse. Existe até um serviço externo que poderia substituir com sucesso o GNews, se os jornais o quisessem comprar (eu devia pedir uma comissão por coisas destas ;).

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