A venda de links chega ao The Economist

O David Naylor descobriu esta semana o The Economist a vender links na página principal, página essa com um PR 8:

venda de links

Nas páginas interiores os anúncios que surgem são de facto classificados, não os que se vêem acima. O único propósito destes links é o de influenciar os algoritmos dos motores de busca.

Confiariam os leitores da revista nas escolhas e julgamentos dos jornalistas da The Economist se a soubessem “trying to game the system” (sic)? Pela parte que me toca, não deixarei de a apreciar por causa desta “ofensa”, e a verdade é que Mais de 99,9% dos seus leitores jamais se aperceberão sequer da transacção.

Um casamento perfeito…
…até o Google os separar.

Os custos para Economist.com são relativamente baixos: um pequeno arranhão na sua reputação e possível perda de algum tráfego dos motores de busca, derivado de algum ajustamento manual por parte do Google . O site continuará a aparecer nos resultados porque o Google não se atreve a bani-lo, como fez em tempos com outras marcas conhecidas.

De acordo com os comentários, os compradores tiraram proveito nos resultados de busca – até o inevitável acontecer e o ardil ser desmascarado. Transacções desta natureza são necessariamente de muito curto prazo: requerem um site vendedor com grande autoridade (e visibilidade) e compradores em sectores sem grande moralidade – onde “toda a gente que é gente” compra links.

Este jogo do gato e do rato vai continuar se o Google não fizer tomar uma atitude mais firme, mais cedo ou mais tarde.

Vendes Links?

Volta e meia chega-me à caixa de correio mensagens de interessados. A minha resposta é sim, vendo links. Links com camisinha e informação aos leitores.

Obviamente que vender links aqui para influenciar os motores de busca seria uma tolice. Não o digo por causa dos delatores interessados em ver este site fora dos SERPs, das visitas que regularmente chegam dos escritórios do Google ;), ou por quaisquer considerações sobre a nobreza ou justeza desta actividade.

Digo-o por causa da reputação do blog, porque sempre aqui tenho defendido técnicas de posicionamento sustentáveis no presente e no futuro, e porque abordo o SEO como forma de criação de valor para todas as partes envolvidas. E aceitar links pagos com impacto a prazo (porque indistintos de outros links nas entradas) seria defraudar os leitores e todos aqueles que fizeram ou farão recomendações de leitura para o Marketing de Busca.

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